Por Ágatha Prado
Foto de abertura: divulgação
Se você gosta de techno, sobretudo aqueles que exaltam as raízes mais clássicas e arrebatadoras, certamente os trabalhos do húngaro Jay Lumen não podem faltar em sua pesquisa. Com o currículo notável de um veterano de longa data, a bagagem de Lumen inspira produtores de dentro e fora do cenário europeu, e reforça uma assinatura que leva uma característica inovadora sem perder o lastro com os pilares tradicionais do techno.
Toda a maestria de Lumen pode ser confirmada em seu mais novo álbum, Voyager, que acaba de sair pela sua gravadora Footwork. O segundo álbum de estúdio da trajetória do artista imprime uma narrativa reverente e voraz, ao longo das quinze faixas do disco, que incluem participações de Xenia Beliayeva e Air Division.
Selecionamos para você, cinco razões que vão te convencer a escutar este grande lançamento do começo ao fim. Ah, por enquanto, apenas oito faixas estão no Spotify, a segunda parte está prevista para chegar no dia 5 de novembro — mas você também pode conferir as prévias pelo Beatport.
Tom inovador
Jay Lumen tem como uma das características principais, implementar um aspecto inovador em seus trabalhos. E “Voyager” não é diferente. Adicionando misturas improváveis que deixam as faixas potentes e densas, mas não menos dançantes, o artista executa combinações de dub techno, industrialidade e texturas que se diluem ora em dimensões mais espaciais e sublimes, outras vezes em tensões catárticas e brutais.
Conexão com o old school
A experiência de longa data do artista, fez com que sua paixão pelo techno old school tornasse algo presente em “Voyager”. Guiado pelas baterias clássicas do Roland 909, as nuances “ravers” que comandaram as sonoridades dos grandes galpões, surgem a todo momento através das timbragens dos synths, além dos ritmos mais velozes e quebras de linearidade, que podemos encontrar em faixas como “Redhead” e “Theme From London”.
Nuances ácidas e delirantes
Se você também é fã de um bom acid techno, tenha certeza que isso não faltará em boa parte das faixas de “Voyager”. “From Outer Space”, “Preacher”, “Dub Preacher” e “Storm of The Hangar”, apresentam distorções ondulatórias distintas, e padrões de sequenciamento poderosos capazes de se destacar em meio aos diferentes tipos de sets que flutuem sob as diversas modalidades do techno.
Laços melódicos e mentais
Como se não bastasse tantas possibilidades, o artista ainda inclui algumas matizes melódicas e até mesmo mais slow BPM em algumas faixas como em Spiral e a track título Voyager, conferindo um clima mais mental e, assim como o próprio nome diz, viajante.
Reúne as visões do artista dos últimos dois anos
Jay Lumen aproveitou o tempo afastado das pistas durante a pandemia e permitiu-se explorar novas ideias ao revisitar fotos de eventos anteriores, vídeos de turnês antigas e visões de faixas e melodias que ainda não tinham sido escritas.
