3 milhões de ouvintes mensais, remix de David Guetta e mais: o momento especial de unfazed

‘A Gira’, faixa lançada no início do ano que virou hit, acaba de ganhar um remix de David Guetta

Às vezes, uma única faixa pode mudar o rumo de uma carreira. E foi exatamente isso o que aconteceu com Unfazed ao lançar “A Gira”, no início deste ano. A música rompeu barreiras logo de cara: foi lançada por uma das maiores gravadoras do mundo, a Spinnin’ Deep, alcançou o topo do Beatport e caiu nas graças de alguns dos maiores DJs do mundo, incluindo o trio Keinemusik — mas o que já estava bom, melhorou ainda mais. 

Isso porque ninguém menos que David Guetta se identificou com a faixa e fez questão de remixá-la por vontade própria. O remix foi lançado oficialmente pela mesma gravadora no final de maio (30) e, além de ampliar ainda mais o alcance da música, marcou um dos momentos mais simbólicos da trajetória de Unfazed até aqui, afinal, imagina você ser remixado por um dos artistas mais influentes da história da música eletrônica? É realmente algo para poucos. 

A história de Henrique Galvão (Unfazed), no entanto, vai muito além de ‘A Gira’. Com uma abordagem musical bastante sensível, ele representa uma nova geração de artistas que prefere caminhar com firmeza e identidade, do que seguir as tendências. E é sobre esse percurso, suas influências, colaborações e próximos passos que falamos nesta conversa exclusiva para a House Mag.

HM: Henrique, obrigado por nos atender. Não temos como começar essa entrevista sem ser falando do remix de David Guetta para “A Gira”, faixa que foi um ponto de virada na sua carreira e agora volta ao centro das atenções mais uma vez. Como foi pra você receber esse convite e o que ele representa nesse momento do seu caminho como artista?

Unfazed: Ter um remix assinado pelo David Guetta é algo único — são poucos os artistas que podem dizer que viveram isso. Fico extremamente feliz e grato por esse reconhecimento.

HM: O mais legal dessa história é que o próprio Guetta demonstrou interesse em remixar a faixa. Pode nos contar mais detalhes de quando exatamente esse convite surgiu? Você chegou a conversar diretamente com ele? Como foi o processo da liberação do remix até o momento do lançamento? 

Tudo aconteceu de forma muito rápida. O próprio Guetta demonstrou interesse através da Spinnin’ Records, que entrou em contato comigo. Em menos de dois meses, o remix já estava finalizado e lançado.

HM: Você já tinha ganho projeção internacional quando lançou a faixa original, mas agora essa é uma realidade que deve crescer ainda mais. Como tem sido lidar com esse grande alcance e o que muda na sua perspectiva como artista?

Sempre acreditei em sonhar grande, e ver que estamos alcançando novos territórios a cada dia é extremamente gratificante. Tocar fora do Brasil é algo que levo com muita seriedade — é uma honra representar o país e mostrar nossa cultura em alto nível.

HM: Outro momento importante da sua carreira aconteceu recentemente com o lançamento de ‘Spacer’, remixando Agoria. Como surgiu essa oportunidade? Esse foi o seu primeiro remix lançado oficialmente, não foi? 

Foi um processo bem natural. Tudo começou com um bootleg que produzi no meu quarto, e que acabou ganhando espaço nas pistas com o suporte de artistas como o Keinemusik. A partir daí conseguimos a liberação oficial, o que tornou esse meu primeiro remix lançado oficialmente.

HM: Gostaríamos de saber também sobre suas influências, a construção da sua identidade… A gente sabe, por exemplo, que a ideia de ‘A Gira’ surgiu por influência do seu tio, mas e os demais aspectos do seu som, de onde vêm? 

Sempre tive facilidade com instrumentos musicais, e isso influencia muito o meu processo criativo. Tento trazer elementos tocados nas minhas produções para construir melodias com sentimento — acredito que isso ajuda a tornar o som mais autêntico e pessoal.

HM: Inclusive, o Afro House ganhou muita visibilidade nos últimos anos e hoje está entre as vertentes de música eletrônica mais consumidas. Você vê ainda mais espaço para o estilo crescer? 

Com certeza há muito espaço para o Afro House crescer. É um estilo que dialoga diretamente com a cultura brasileira, temos muitos pontos em comum. Mas, ao mesmo tempo, não me limito a um único gênero. Gosto de música como um todo e quero sempre explorar diferentes caminhos.

HM: E num espectro mais geral, a música eletrônica brasileira vive um momento de grande visibilidade. O que você acha que tem impulsionado esse crescimento?

A qualidade musical dos produtores brasileiros é impressionante. Temos um nível técnico e criativo muito alto, e é muito legal ver essa visibilidade internacional acontecendo agora — é mais do que merecida.

HM: Já que “A Gira” te levou tão longe, o que podemos esperar daqui pra frente? Há novos lançamentos, colaborações ou planos em andamento que você pode compartilhar com a gente?

Temos alguns lançamentos estratégicos sendo preparados, com muita música nova vindo por aí. Estou animado com tudo que está por vir e ansioso para compartilhar com o público.

HM: E para finalizar, qual mensagem você gostaria de deixar para aqueles novos artistas que te acompanham e se espelham no seu trabalho? Obrigado! 

Minha mensagem para os artistas que estão começando é: persistam e façam tudo com amor. É isso que sustenta uma trajetória verdadeira.

Por redação

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