Por Yan Campioti
Foto de abertura: Image Dealers
Que “Losing It” do Fisher é uma das tracks mais famosas do mundo, isso todos já sabemos, mas será que nós também sabemos dizer o por que disso?
>> Fisher lidera o ranking do 1001 Tracklist em 2019 <<
O tech house nada mais é que a junção das vertentes techno e house, que encaixa perfeitamente em basslines poderosas e dançantes, com um ritmo que vem dominando cada vez mais as pistas do mundo e, claro, no Brasil não seria diferente.
Vertente já consolidada no exterior, o tech house vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil, se tornando queridinha do povo das terras verde e amarelas. Grande exemplo disso é a participação de artistas como o próprio Fisher, Chris Lake, Solardo, Jamie Jones, entre outros, em grandes festivais pelo país, como o Só Track Boa e Warung Tour, além do inédito Not Another Fucking Festival, impulsionando, inclusive, a venda desses festivais pela presença de alguns nomes da cena em seus line ups.
Ver essa foto no InstagramChris Lake b2b FISHER @ NAFF, SP . . . Track: Chris Lake, Solardo — Free your Body
Quando pensamos na revolução que o tech house traz à cena brazuca, podemos destacar nomes como G. Felix e Diego Lima, que vêm chamando atenção com lançamentos recorrentes em gravadoras do exterior, embalados pelo fenômeno Fisher que passou levantando os ventos brasileiros e revolucionando o cenário eletrônico nacional e mundial.
>> Ouça aqui o último lançamento de G. Felix <<
Em fevereiro, teremos dois dos maiores nomes do house e tech house visitando o Brasil em turnê, em apresentações especiais, uma delas em São Paulo, com a label party Solid Grooves de Michael Bibi e Pawsa, artistas já conhecidos no país em festas como Warung Tour e XXXPerience Festival.
Desde sua criação em 2015, a label party se consagrou em Londres e roda o mundo com festas recorrentes em Ibiza, e edições inesquecíveis na Printworks, sua cidade natal.

Foto: divulgação
Também vindo ao Brasil, temos a festa itinerante da label Dirtybird, com apresentações de artistas brasileiros que, inclusive, têm tracks lançadas na label, como Bruno Furlan, DJ Glen e Volkoder, além da apresentação do próprio label boss Claude VonStroke, que não é tão recorrente assim em terras tupiniquins.
Em entrevista exclusiva, Du Serena, um dos realizadores da Solid Grooves no Brasil, por meio da Kontrol Agency, falou um pouco mais sobre o crescimento da vertente. “O mercado da música em geral é cíclico. A cada ano tem um estilo em alta, por um certo período, como a predominância do deep house ano passado, depois techno, house. 2019 foi o ano em que o tech house cresceu muito, tanto dentro como fora do país. Eventos como a elrow deram muito a cara do tech house, a própria Solid Grooves também,” respondeu Du Serena sobre a sua visão sobre a vertente. Du Serena também enfatizou o crescimento de alguns produtores. “Dennis Cruz, o próprio Michael Bibi, Sidney Charles e muitos outros que estão fortes”, destacou.
Quando questionado se o atrativo de alguns eventos se relaciona ao estilo musical, o produtor deu a sua opinião. “Eu não diria que o estilo deixa os eventos atraentes. Na verdade, os eventos vão refletir muito o momento musical. Se a tendência for mais para o techno, naturalmente haverá mais eventos de techno, se a tendência está para o house, os eventos serão mais voltados para o house”, explicou.
E como aconteceu esse relacionamento entre o produtor e a Solid Grooves? “O relacionamento com a Solid Grooves foi muito bom desde o início. A Kontrol representa muito dos maiores artistas da Solid Grooves no Brasil e já trabalhamos em conjunto há mais de dois anos. Sempre tivemos um relacionamento muito bom e muito próximo, que veio crescendo ao longo dos anos, com o sucesso do trabalho que vem sendo feito por aqui. As turnês bem sucedidas, a qualidade dos eventos que os artistas tocam, combinados com o crescimento do mercado de tech house no país, me aproximaram muito da label”, respondeu Du Serena.
“Eles estão super animados com o projeto. Temos reuniões semanais online, e dá pra sentir o entusiasmo não só pela receptividade do público brasileiro, mas porque eles tratam o Brasil com muito carinho. Independente do sucesso, eles têm um carinho muito grande pelo país”, afirmou Du.
A cena da música eletrônica brasileira e mundial está em constante mudança, isso é um fato, como mencionado por Du Serena, mas o que podemos esperar para 2020? Ainda é muito cedo para afirmações sobre a predominância de algumas vertentes, mas uma coisa temos certeza, o tech house veio para ficar!
Se você também curte tech house ou quer conhecer, tem Solid Grooves na próxima sexta-feira, 7 de fevereiro, na Fabriketa. Saiba mais aqui!

