Andrea Di Ceglie, Fedele Ladisa e Luigi Tutolo formam o “Agents Of Time”. O trio, que há apenas três anos fez a sua estréia, já lançou os álbuns Spread the Word e Emperor e está presente nos selos Ellum Audio, Correspondant e Lost&Found. Isto mesmo! Apenas três anos atrás os italianos faziam sua primeira gig e hoje estão entre os artistas mais comentados da cena eletrônica mundial.
Recentemente o ranking de artistas do Resident Advisor em 2016 os colocou na posição #17, revelando o prestígio alcançado através de instrumentos analógicos e um gosto old school em suas produções. O Agents Of Time compartilha de uma pegada meio trance com artistas como Stephan Bodzin, Recondite e Âme, acrescentando uma pitada de anos 80 e 90. “Agents Of Time” faz apresentação única no Brasil nesta sexta, 06 de janeiro, em São Paulo no Club Fabrique, mas antes bateram um papo com a gente em uma entrevista exclusiva para a coluna TUDOBEATS publicada aqui, na revista eletrônica brasileira: a HOUSE MAG!!
HOUSE MAG: OBRIGADO POR ESTA ENTREVISTA EXCLUSIVA, TENHO CERTEZA QUE O PÚBLICO BRASILEIRO TEM BASTANTE CURIOSIDADE NO TRABALHO DE VOCÊS TRÊS. APROVEITO A DEIXA E PERGUNTO: É MAIS DIFÍCIL CRIAR MÚSICA EM TRÊS PESSOAS?
AGENTS OF TIME: Bem… sermos em três tem seus prós e contras. Nós não temos tarefas específicas para cada um. Agents Of Time é o resultado de uma inexplicável alquimia entre a gente que realmente temos dificuldade de transformar em palavras.
HM. Quais são os maiores interesses em comum entre vocês nesta vida de artista?
AOT: Com certeza a melhor coisa desta vida é a chance de descobrir lugares e conhecer novas culturas e pessoas. Nos últimos dois anos conhecemos muita gente, cada um de nós trouxe algo consigo destes lugares e esperamos ter tido o mesmo efeito. O mais importante é fazer da vida o que amamos.
HM. Recentemente vocês foram apontados #17 no RA Poll 2016 (o ranking de artistas do Resident Advisor). Vocês esperavam estar no TOP 20, como isso lhes pareceu?
AOT: Rankings são muito relativos mas nós, com certeza, estamos honrados por estar em meio a tantos grandes artistas.
HM. Quando escutam o trabalho de outros profissionais o que mais lhe chama a atenção?
AOT: A qualidade geral da música e a atenção aos detalhes. Em geral precisamos ser tocados de alguma forma pela track para curti-la ou incluí-la em nossos sets
HM. Contem mais sobre sua experiência com instrumentos musicais e a relação disto com a produção de música eletrônica.
AOT: Nós, definitivamente, temos uma relação especial com nossos instrumentos pela forma como os arranjamos no estúdio e no palco. Estamos usando apenas hardware para produzir e para nossas apresentações ao vivo. Primeiro pela qualida de som que isto proporciona, depois também por que gostamos de como isso impacta na gente. Laptops no palco pertencem ao nosso passado e não poderíamos estar mais felizes.
HM. Quais softwares e hardwares vocês estão usando hoje em dia?
AOT. Como dissemos, hoje no nosso setup não tem laptop. Decidimos remover completamente aquele que usávamos pois sentíamos `presos` por ter que usar uma tracklist exata, sendo que você não toca sempre as mesmas coisas, então pensamos: “Por que não tentamos tirar o laptop e fazer as coisas com o que temos disponível?“. E assim o fizemos. Foi complicado no início mas agora percebemos que é sempre difícil tocar desta forma, o que faz com que a gente sempre melhore, até mesmo durante nossos ensaios quando temos tempo livre. Nós temos e usamos um monte de hardwares, mas principalmente: SH-101, Virus TI e o TR8 com o MFB Tanzbar.
HM. Como vocês enxergam a cena brasileira?
AOT: O Brasil é uma dos países mais interessantes da América do Sul em termos de festivais, clubes e cena eletrônica. A variedade de produtores e a atmosfera geral é muito interessante também.
HM. Ellum Audio, Correspondant, Lost&Found. O que vem por aí?
AOT: É cedo para dizer mas estamos trabalhando duro num projeto especial o qual estaremos prontos para comentar muito em breve.
SERVIÇO:
AgentsOfTime – Única apresentação no Brasil
Local: Fabrique – Rua Barra Funda 1071, Barra Funda, São Paulo – SP.
Data e hora: dia 06 de janeiro de 2017 (sexta-feira), das 23h às 10h.
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