Entrevista: prestes a estrear no Warung com Guy J, Tonaco se consolida como um dos talentos brasileiros com reconhecimento internacional

Natural de Palmas, no Tocantins, Tonaco é atualmente um dos produtores de progressive house brasileiros com maior reconhecimento internacional. Com apenas 25 anos, ele tem suas músicas suportadas por ícones como Hernan Cattaneo, Guy J, Sasha, Nick Muir, Alex O’rion, GMJ, Emi Galvan, entre outros. 

Seus lançamentos constantemente aparecem no top 100 do gênero do beatport, sendo um dos produtores mais promissores da cena brasileira para o mundo. Seu talento chamou atenção da gigante gravadora Balance, o convidando para participar de seu concorrido podcast em 2022. Neste mesmo ano, Tonaco fez seu primeiro tour internacional, sendo convidado para se apresentar no Paquistão, já em 2023 e 2025, foi levar sua música e representar o Brasil no Sri Lanka, um dos países que mais consomem progressive house no mundo. 

Tonaco/Divulgação

Principais gravadoras onde o artista lançou seus trabalhos: Meanwhile, Mango Alley, Juicebox Music, Onedotsixtwo, Transensations Records, The Purr, WARPP. Enquanto você lê a entrevista, aproveite para ouvir o ultimo set de Tonaco no Alaplay. 

House Mag: Olá Tonaco, tudo bem? Obrigado pelo seu tempo. 

Tonaco: Olá, estou bem e espero que você também, é um prazer participar!

HM: Você tem chamado atenção na cena nacional e vem despontando como um dos produtores mais reconhecidos na cena Progressive House sul-americana. Como sua jornada começou dentro da música? 

T: Eu comecei gostando de musica eletrônica por influencia do meu pai, mas era mais algo digamos que “POP”, logo eu conheci os artistas EDM por conta do tomorrowland (meados de 2012) e depois disso fui conhecendo vários gêneros da indústria e nisso me encontrei e enraizei no Progressive House em 2016

HM: Atualmente você mora em Tocantins e está longe dos grandes centros da dance music nacional, certo? Ao mesmo tempo mostra que o sucesso não há distancias, mas também dificulta obter experiencias… como lidar com isso?

T: Sim, morando aqui se torna um trabalho mais difícil de obter ”sucesso”, ainda bem que existe a internet que facilita essa divulgação da minha arte. É um esforço a mais sim, mas quando se trata de sonho, isso se torna fácil de lidar.

HM: Como você descreveria seu estilo musical, seja como produtor ou como DJ. Quais elementos mais te atraem? 

T: Eu não gosto muito de me rotular quando se trata de gênero musical, tem tanta musica boa por aí, e o progressive house te da essa liberdade de abranger outros generos dentro dele, seja produzindo uma música ou um DJset. Eu gosto de sempre introduzir synths de trance e techno para o groove de progressive, acho que tudo conversa e faz sentido entre si.

HM: Você hoje possui suporte de gigantes da indústria, ícones do seu gênero, como é ver suas faixas sendo tocada por nomes como Sasha, Hernan e Guy J? 

T: Eu costumo brincar com meus amigos que tudo isso parece um sonho. Amadurecemos e crescemos vendo nossos ídolos e referencias e é muito gratificante ver esse trabalho sendo reconhecido por eles, a melhor conquista como produtor é ver sua musica sendo apoiada por quem você se espelha tanto, todo os anos estudando e se dedicando faz total sentido depois disso. 

HM: Falando em Guy J em especial, todos sabem que é muito difícil entrar em um set dele, poucos produtores no mundo têm esse privilégio, e você já teve suporte de diferentes tracks dele. Conte um pouco onde foi e o que você acredita que o ‘’baixinho’’ gostou nas suas faixas? 

T: Eu assisti Guy J algumas vezes e sempre reparei isso, muito difícil ele tocar musica de outro produtor. E como todos sabem, ele sempre foi a maior inspiração como produtor para mim, eu sempre tentei fazer algo dentro do que eu conheço sobre ele. Ele já tocou 3 musicas minhas, uma delas a ‘Holosteric’, ele está tocando de setembro de 2024 até hoje. Todos os anos estudando e dedicando a isso vale à pena e faz sentido depois disso.

HM: No último mês você esteve mais uma vez em tour no Sri Lanka, um país que é referencia no progressive house, conte mais como foram as 3 datas por lá. Como é acessar um país tão diferente do nosso?

T: Eu amo aquele país, eles respiram música eletrônica, existe uma rádio local própria de progressive house, é surreal.

O público é caloroso e tratam os artistas como reis, eu toquei em dois eventos em um final de semana e na semana seguinte eu fiz um All Night Long, é incrível como eles abraçam a música e a história que você foi para contar. Sempre tive experiências incríveis lá, desde conhecer locais a experimentar comidas diferentes e conhecer a cultura deles.

HM: Na próxima semana você desembarca pela primeira vez no Warung Beach Club, abrindo a pista para o Guy J e tocando ainda no Garden no show case da sua agencia Epicenter. Como está a expectativa? 

T: Eu já fui incontáveis vezes para o Warung como público, é um club lendário e todo DJ sonha em estar ali. Eu estive ali na pista por vários anos, vi como a música e a noite funciona, agora é minha vez de passar um pouco dessa experiência sendo DJ. Estou muito feliz e empolgado com essa noite!

HM: Estou sabendo que no segundo semestre terá outro tour internacional, o que pode nos adiantar? 

T: Super empolgado com essa! Eu viajo em outubro e fico até novembro em tour pela Europa. Estarei no Amsterdam Dance Event, e outros países ao redor. Ainda estou esperando confirmar algumas datas e estarei informando a todos nas redes sociais no decorrer dos próximos meses

HM: Obrigado! 

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