House, groove e Gilberto Gil: Milton Chuquer lança remix oficial de “Realce”, um clássico da MPB

Com mais de 30 anos dedicados à cultura de pista, Milton Chuquer é uma figura querida e respeitada dentro da cena house brasileira. Conhecido por sua pesquisa musical refinada e pela consistência nas pistas, ele vem construindo uma trajetória sólida movida pelo groove e, mais recentemente, pela consolidação como produtor. Recentemente, no último dia 02 de agosto, alcançou uma conquista bastante especial com o lançamento de um remix oficial para “Realce”, clássico de Gilberto Gil lançado originalmente em 1979.

A faixa, assinada pela Gegê Produções Artísticas, selo do próprio Gil, marca um novo momento na trajetória de Milton. A decisão de trabalhar com essa música em específico surgiu de uma ligação pessoal com a faixa. Segundo o artista, ela faz parte de sua formação musical ainda nos anos 70: “Sou um grande fã da obra do Gil, especialmente do álbum Realce, que me remete às festas que aconteciam na minha casa”, conta. 

O remix traz ainda algumas mudanças discretas no arranjo, como a introdução de cordas que só apareciam no final da versão original. “Procurei respeitar ao máximo a música original, somente adicionando elementos percussivos para dar um pouco mais de energia que as pistas de hoje pedem, mas mantendo a elegância”, explica.

A relação de Milton com a música é guiada por uma lógica simples: tudo que tem soul importa. É a partir dessa filosofia que ele construiu sua identidade como DJ, desde os tempos em que era apenas um apaixonado por vinis de Jazz, Soul e MPB. “Meu estilo é e sempre esteve ligado a tudo que tem soul, que tem groove”, define. Isso inclui desde a Bossa Nova e o Samba Jazz que marcaram sua infância, até o House e o Disco que consagraram sua atuação nas pistas.

Mas apesar da longa carreira como DJ, Milton só iniciou seu percurso como produtor de maneira mais consistente nos últimos cinco anos. Até aqui, já lançou faixas por selos internacionais como Groove CultureShelter Records Unquantize, além da Jardineira Records. As produções mantêm a linha estética que sempre o acompanhou: influências brasileiras tratadas com bom gosto, combinadas à energia da house music contemporânea. Mais recentemente, o artista foi surpreendido com um suporte de ninguém menos que Laurent Garnier para sua faixa Eh Hup [veja aqui].

Ao longo dos anos, Milton também construiu conexões com importantes nomes da cena global. Já se apresentou em clubes como Cielo Shelter em Nova York, Boiler Room DGTL no Brasil, além de dividir a cabine com nomes como Louie Vega, Osunlade, Lil Louis, Timmy Regisford e François K. A lista é longa e confirma seu reconhecimento dentro e fora do país.

Além disso, é cofundador da festa Sunday Sessions, que já ultrapassou a marca dos 20 anos, tendo recebido artistas como Joe Claussell, Rich Medina, Benji B e Natasha Diggs. No último dia 3 de agosto, a festa teve uma edição comemorativa no Edifício Martinelli e segue ativa com programações especiais. A próxima está marcada para 03 de outubro, no Matiz, recebendo Jojo Flores diretamente do Canadá.

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Por redação

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