Live Nation e Ticketmaster são processadas nos Estados Unidos por parceria ilegal de revendas de ingressos

A Ticketmaster e sua controladora Live Nation foram processadas pela Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos e por sete estados americanos por parcerias com cambistas para revenda de ingressos. 

Segundo o processo, a plataforma de bilheteria virtual facilita a compra e revenda ilegal de ingressos em sua plataforma quando não impõe limite de ingressos comprados por pessoa. Além disso, a Ticketmaster teria violado a Lei BOTS criada em 2016 para impedir que robôs façam compra de vários ingressos de uma vez para serem revendidos bem mais caros aos clientes. A empresa recebeu US$3,7 bilhões em taxas de ingressos revendidos entre 2019 e 2024 e causou prejuízos milionários para o público com a parceria com cambistas. Na ação, o FTC aponta que a Ticketmaster sabe das práticas que violam as leis desde 2018.

As investigações sobre as ações da Ticketmaster se intensificaram em 2022, quando a venda de ingressos do The Eras Tour, de Taylor Swift, foi invadida por bots e cambistas, o que deixou milhares de fãs sem ingresso. O caso levou à suspensão das vendas e um questionamento muito grande acerca do monopólio da Live Nation e da Ticketmaster no setor de eventos e bilheteria.

Na última semana, a Associação de Festivais Independentes do Reino Unido se manifestou contra as empresas e pediu a dissolução dessa operação, que hoje controla cerca de 80% das vendas de ingressos para shows e festivais, segundo o Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos.

No Brasil, os próximos eventos organizados pela Live Nation são de artistas como Dua Lipa, Bad Bunny, Doja Cat, Big Time Rush, The Weekend, Rüfüs Du Sol, The Weekend, entre outros.

Por Adriano Canestri

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