Quando Marco Carola pisou no booth do Amnesia em 2012, ninguém imaginava que uma sexta-feira “morta” na ilha se tornaria um dos dias mais desejados da música eletrônica mundial. Treze anos depois, o Music On não é apenas uma label — é um conceito que transformou um selo napolitano em sinônimo de clubbing, em pistas lotadas de Ibiza a Miami com a mesma fórmula: baixo pesado, percussão hipnótica e zero desvios na identidade.
Nascido em Nápoles em 1975, Carola cresceu entre vinis do pai e a efervescência underground dos anos 90. Inspirado pela cena techno de Nápoles, ainda na juventude o DJ foi dono dos selos Design Music, Zenit, Question e One Thousand antes de, em 2011, fundar o Music On como casa para talentos.
O selo nasceu com um propósito claro: músicas de clube. Nada de hits, trends ou coisas da moda. Carola queria se destacar por aquilo que era apaixonado, ou seja, som para dançar na pista.
O risco foi calculado. Carola ocupou as sextas-feiras do Amnesia, dias até então considerados fracos na ilha, dominado pelo Cocoon de Sven Väth. A estreia? Sucesso absoluto. Amnesia lotado durante toda a madrugada para prestigiar o início de um novo legado.
O som era baseado no tech house no main room e techno no terraço. Sem lasers exagerados, sem confetes. Apenas o sistema de som do Amnesia pulsando grooves que pareciam não ter fim. Era o presságio do que estava por vir.
A label serviu de vitrine para artistas que semanas depois explodiam nas festas. Cada release e oportunidade de estar no line up era testado ao vivo — se não funcionava às 5h, voltava ao estúdio. Resultado: catálogo enxuto, mas letal.
Enquanto trends vêm e vão, Carola mantém o ritual: sets de várias horas, um bom DJ, um soundsystem potente, pessoas dispostas a dançar e a música fala por si só.
No próximo dia 8 de novembro, em São Paulo, o Music On está retornando ao Brasil com Marco Carola b2b Dennis Cruz, Ilario Alicante b2b Franky Rizardo, Mason Collective, Ale de Tuglie b2b Frank Storm, Camila Jun e Viot.
Por redação
