Prefeitura de São Paulo inicia quebra do contrato de concessão do Vale do Anhangabaú

O Vale do Anhangabaú está sob administração da Viva o Vale, empresa liderada pela WTorre, desde 2021. O contrato tem vigência por 10 anos e foi assinado depois que a prefeitura realizou uma obra de revitalização no local que custou R$105 milhões.

Há anos, a relação entre a gestão Ricardo Nunes e a concessionária vem se deteriorando. Durante o período de vigência do contrato, foram 32 infrações ao todo cometidas pela Viva o Vale, totalizando R$1,5 milhão em multas. Nunes já trata a rescisão como certa e disse que o município tem buscado novos parceiros para assumir a concessão.

Uma das principais reclamações e infrações eram os eventos que aconteciam durante a madrugada, o que levou Nunes a limitar o horário até 23h. “Eu chamei eles e conversei, falei que eu não queria mais que eles tivessem os eventos durante a madrugada inteira aqui, e era essa a forma que eles tinham pra poder arrecadar recursos e conseguir retorno pros investimentos que eles fazem”, disse o prefeito.

O estopim da concessão foi quando a prefeitura descobriu um estacionamento ilegal estabelecido pela Viva o Vale no Anhangabaú para mais de 300 vagas.

A concessionária já foi informada da abertura do processo de rescisão e tem até dia 22 de abril para apresentar a defesa. Os argumentos serão analisados pela Secretaria Municipal de Subprefeituras (Smsub), que vai discutir com outros órgãos técnicos se a medida tem respaldo jurídico.

Por Adriano Canestri

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