Beatport lança listas de músicas mais vendidas do ano até aqui, com muitos brasileiros. O que elas nos mostram da cena hoje?

O Beatport liberou em seu site as listas de músicas mais vendidas no primeiro semestre de 2026 de cada gênero, o que é importante para perceber quais sons estão em alta em cada bolha, quais artistas têm se mantido em evidência e quem está aumentando sua presença.

Os brasileiros, como se vê há algum tempo, mantêm-se fortes em várias vertentes, inclusive com gravadoras entre as principais.

Separamos alguns estilos importantes na cena hoje para contar para vocês um pouquinho do que as listas indicam do presente e para o futuro da música eletrônica.

House

O house, um dos gêneros que mais recebe músicas diariamente no Beatport, apresentou uma variedade grande, sem centralizar as vendas nas mesmas marcas ou artistas em grande maioria. Nomes que realmente se destacam durante todo o ano nos lançamentos apareceram com frequência como Prospa, Franky Rizardo, Anotr, Harry Romero, Adam Ten, entre outros. A LTF Records, Cecille, Defected e Toolroom foram as gravadoras que mais venderam neste primeiro semestre.

Brasileiros em evidência: Mochakk com o remix para ‘’See Line Woman’’, nocapz e Coppola com a parceria em ‘’Too Much’’ e Marian com ‘’Ain’t No Way’’.

Tech house

Não há como falar de tech house em 2026 sem lembrar de DJs e produtores brasileiros. Um dos gêneros mais influentes no mundo hoje, as sonoridades apresentadas não fugiram do que se vê nas pistas. Aqui é onde os artistas nacionais mais têm ganhado destaque nas vendas com diversas aparições, inclusive no Top 3, com a releitura ‘’How Does It Feel’’, de Zaark, Fezzo e Dubdogz.  

Além deles também estão no Top 100: Vintage Culture, Marian, Volkoder, Beltran, WELKER, Greggio, Ragie Ban, JORD, GREG 99, Vinter, InntRaw, Pedroz.

Melodic house & techno

A junção do house e techno melódico deixa a visão muito ampla, englobando músicas de Keinemusik e Black Coffee até Miss Monique e Anyma. Entretanto, é um gênero que outrora já foi dominante na música eletrônica e agora demonstra que está engessado em relação a novidades. 

As duas primeiras faixas são de Brunello, novo artista ganhando destaque, o que mostra que ainda há espaço para o novo oxigenar o melódico. Apesar disso, cerca de 40% da lista ainda é composta de músicas de anos anteriores.

Techno (Peak time/driving)

Drumcode é a gravadora com mais aparições no Top 100 e confirma que sua atuação ainda é referência para o público e DJs. Victor Ruiz, Alex Stein e HNGT foram destaques brasileiros com várias tracks e a VOLTA, label brasileira comandada por Ruiz, é a segunda gravadora com mais tracks na lista, superando marcas importantes como KNTXT, Exhale e Arcane.

Afro house
Um Top 100 que reflete a falta de renovação do gênero? Desde 7 de junho de 2024, “Move” do Keinemusik continua presente no Top 100 afro house em 2026 completando 2 anos no ranking, assim como outras tracks de anos anteriores que seguem na lista. 

Com Maz, Antdot, VXSION, o selo da Dawn Patrol segue forte com 4 tracks integrando a lista. Unfazed também permanece com seu hit ‘A gira”.

Deep house

Um dos gêneros mais tradicionais e amados pelos fãs de música eletrônica, o deep house foi amplamente dominado por Chris Stussy e sua gravadora Up The Stuss, o que mostra sua influência hoje quando se trata de uma sonoridade autoral e cativante para a pista. A 8Bit, Cecille e Koltrax também tiveram uma fatia expressiva no Top 100.

Indie dance

Beltran, Gabss, Voldoker, Joyce Muniz, Abrão, ZARO, Facy Inc, Julio Torres, Ketoots, Knorst e Cout. T são brazucas que aparecem na lista, o que mostra a relevância nacional dentro do estilo hoje.

Com mais de 15 músicas no Top 100, a Diynamic é o selo do gênero que mais vende. Completando o pódio das gravadoras destacam- se a Planet X e Turbo Recordings. Surpreendente, a Macabi House de Adam Ten e Mita Gami fica de fora desse protagonismo mesmo sendo tendo forte influência e relevância no indie dance nos dias de hoje.

Todas os Top 100 estão disponíveis em https://www.beatport.com/pt/best-tracks-so-far

Por Adriano Canestri e Paulo Rollemberg

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