Americano que fraudou visualizações em streamings e arrecadou milhões de dólares se declara culpado

Michael Smith, de 52 anos, natural do estado da Carolina do Norte nos Estados Unidos, se declarou culpado após ser acusado de fraudar milhões de dólares em streamings falsos em plataformas digitais de música. 

Ele gerava músicas artificialmente com inteligência artificial e utilizava bots para aumentar exponencialmente as visualizações. Em setembro de 2024, Smith foi acusado de faturar ilegalmente mais de US$10 milhões. O julgamento pode condená-lo a até 5 anos de prisão, além do confisco de US$8.091.843,64.

A audiência final está marcada para a próxima temporada e espera-se que a sentença saia ainda neste verão.

“Michael Smith gerou milhares de músicas falsas usando inteligência artificial e depois reproduziu essas músicas falsas bilhões de vezes”, disse o procurador dos EUA, Jay Clayton, em um comunicado.

O caso já se estende há alguns meses e reacende um alerta no mercado, principalmente na relação conturbada entre artistas e plataformas de streaming. Hoje, a maioria das empresas utiliza um fundo destinado ao pagamento de direitos autorais, que é repartido de acordo com as visualizações mensais. Protestos já foram feitos em relação a esta prática semelhante a de Michael Smith, que expõe a fragilidade na verificação e confiabilidade de Spotify, Apple Music, Deezer, entre outros.

Por Adriano Canestri

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