Após transição do mega funk para o tech house, Ricck chama atenção de Anyma, Solomun e Vintage Culture

No efervescente cenário da música eletrônica brasileira, certos artistas conseguem navegar com fluidez entre estilos como Ricck. Nascido em um ambiente imerso em ritmos e eventos, com familiares envolvidos na produção de festas e o pai atuando como DJ, Ricck iniciou sua carreira no mega funk, onde construiu uma base sólida de fãs e ganhou relevância. 

No entanto, sua verdadeira afinidade sempre esteve na eletrônica, um universo que o atraía pela profundidade e inovação. Hoje, aos 21 anos, ele vive uma transição orgânica e natural para o tech house, indie dance e techno, marcando sua identidade com atmosferas hipnóticas, grooves intensos e melodias que oscilam entre o sombrio e o luminoso. “Minha sonoridade é atemporal, construída sobre timbres únicos e uma energia misteriosa que faz as pessoas dançarem instintivamente”, define o artista.

Essa mudança não passou despercebida. Em 2025, Ricck colhe os frutos dessa evolução com suportes de peso da cena global. Suas tracks já ecoaram em sets de ícones como Solomun, Anyma, Vintage Culture, Ayybo, Wade, Genesi, Rafael Cerato, Victor Lou, Fatsync e Juicce. Um momento de virada ocorreu recentemente, quando Solomun e Anyma tocaram uma de suas faixas em um b2b, elevando sua visibilidade. Vintage Culture, por sua vez, repetiu “Boom”, colaboração com o duo Fezzo, em várias datas de sua turnê, consolidando o single como um hit que ultrapassa 1 milhão de streams e permanece nos tops do Beatport desde o seu lançamento.

“Esses suportes são uma confirmação de que minha música dialoga com as principais pistas mundiais”, reflete Ricck. Seu primeiro EP de Techno, com três faixas, também brilhou nos rankings da plataforma, reforçando sua ascensão.

As produções de Ricck destacam-se pela inovação: ele explora samples e timbres fora do comum, criando tracks que fogem do óbvio, chamando atenção de selos como Hub Records, Indie Beats Records e Gibi Label. 

Nos palcos, Ricck transforma sets em experiências únicas, priorizando a conexão com o público. Ele já se apresentou em venues icônicas como Club Vibe, The Garden, Field Club, Terra, SubVision, Matahari.

Olhando para o futuro, Ricck posiciona-se como um inovador que traz frescor à cena: “Quero ser reconhecido como o artista que sobe ao palco e faz todos dançarem com algo diferente, hipnótico e emocional”. Para isso, ele lança sua própria gravadora em 2026, um selo independente que abrigará produções singulares, rejeitadas por labels tradicionais por sua ousadia. “É um espaço de liberdade criativa, onde posso compartilhar tracks que só toco nos shows e que recebem reações incríveis do público”, explica. 

Com essa iniciativa, Ricck não só solidifica sua transição sonora, mas também pavimenta um caminho para novas possibilidades na eletrônica, respaldado pelos maiores nomes do gênero. Em um mercado saturado, sua jornada prova que autenticidade e suportes globais podem redefinir trajetórias.

Datas de verão:

28/12 – El Fortin (Porto Belo/SC)

31/12 – Réveillon Intro (Maringá/PR)

24/01 – Zouk Club (Medianeira/PR)

30/01 – The Garden (Joinville/SC)

31/01 – Win Club (Guarapuva/PR)

Por redação

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