Localizado na paradisíaca Ilha de Santa Catarina, cercado pela natureza e com vista
para o mar, o ARTQA Audio Solutions nasce como um dos estúdios mais promissores
e sofisticados da música eletrônica brasileira. Fundado por dois nomes de peso da
cena — Paulo Vilela, conhecido como Vegas, e Rafael Jacondino, o Basscannon — o
ARTQA vai além de um espaço técnico: é a materialização de uma filosofia que une
arte, precisão e identidade.
Segundo Vegas, a ideia do estúdio surgiu quando “a necessidade encontrou o
propósito”. Enquanto Rafael começava a construir sua casa, Paulo buscava um novo
espaço de criação. “Unimos nossos caminhos e visões para construir mais do que
uma estrutura física, nasceu a ARTQA, um espaço para ampliar o que já fazíamos
com paixão para um público ainda maior”, conta. O nome ARTQA traduz esse espírito
de conexão: “ARTQA é onde a arte se conecta. O ‘Q’ da logo traz o símbolo de power
on, traduzindo nossa proposta de ativar a criatividade com intenção. Não finalizamos
faixas, nos envolvemos com elas”, explica Vegas.
Com dois estúdios gêmeos acusticamente projetados pela Redi Acoustics, sob direção
do renomado engenheiro Rinaldi Petrolli, o ARTQA oferece um ambiente de altíssima
precisão para mixagem, masterização e produção. Cada sala foi desenhada com
tratamento acústico de padrão internacional e equipada com o que há de mais
moderno em tecnologia analógica e digital. O projeto foi todo construído do zero,
desde a fundação, respeitando critérios específicos do universo do áudio. “Construir
do zero nos deu a liberdade de fazer tudo exatamente como idealizamos. Preferimos
investir em um projeto arquitetônico que atendesse desde a base às necessidades de
um estúdio moderno, inspirador e acusticamente preciso. O maior desafio foi gerenciar
a obra — não era um prédio comum, muitos profissionais não entendiam os detalhes
na hora de executar, pois tudo fugia dos padrões residenciais”, revela Vegas.
A decisão de manter dois estúdios interligados foi pensada estrategicamente para
garantir ainda mais controle sobre os resultados. “Com duas salas, conseguimos
validar o trabalho em dois ambientes otimizados, o que garante mais controle,
qualidade e precisão para o cliente”, explica. O parque tecnológico do ARTQA
impressiona: compressores clássicos como o Distressor, equalizadores valvulados
como o SA-EQP1A da Stam — réplica fiel do lendário Pultec — e sistemas de
monitoramento de referência mundial garantem a fidelidade e o impacto que qualquer
obra exige. “A base dos estúdios vem dos equipamentos que usamos por anos em
nossas produções. Para o ARTQA, além de trazê-los, investimos em atualizações e
upgrades. O sistema é híbrido, aproveitando o melhor do digital com o calor dos
analógicos”, comenta Vegas.
A filosofia do ARTQA se reflete diretamente no atendimento. “Nossa filosofia se traduz
no cuidado com os detalhes. Na prática, isso significa que adaptamos nosso fluxo,
equipamentos e decisões técnicas ao estilo e à intenção de cada música. Nenhuma
track é tratada da mesma forma. Cada projeto recebe uma atenção exclusiva, como
merece”, destaca. A conexão com o entorno natural da ilha também influencia o
processo criativo. “A gente vibra na energia da Ilha da Magia. Estar cercado pelo mar e
a natureza inspira cada escolha que fazemos. Isso reflete diretamente na forma como
tratamos cada projeto: com calma, profundidade e intenção artística. Não é só técnica,
é arte conectada com o lugar onde vivemos”, completa.
Apesar de ter raízes profundas na música eletrônica, o ARTQA é um espaço aberto a
todos os estilos musicais. “Somos especializados em música eletrônica, é onde temos
nossa base criativa, técnica e emocional mais forte. Porém, estamos sempre abertos a
novos desafios e recebemos com entusiasmo projetos de qualquer estilo musical.
Toda música é bem-vinda”, afirma.
Desde o início, a operação foi pensada para ser exclusivamente online, sem
atendimento presencial. Essa escolha foi estratégica para ampliar o alcance do estúdio
e atender artistas de qualquer parte do mundo. “Construímos a ARTQA como um
estúdio sem fronteiras, onde artistas do mundo todo podem compartilhar suas ideias e
transformar sua arte com a gente. Operar online nos permite oferecer o mesmo
cuidado e excelência que teriam se estivessem na nossa sala ao lado”, explica Vegas.
A criação do ARTQA foi diretamente influenciada pelas carreiras de seus fundadores.
Com décadas de estrada, palcos e produções no currículo, Vegas e Basscannon
traduziram suas vivências em cada decisão técnica e artística. “Cada projeto que
realizamos no passado moldou nossa visão técnica e criativa. Sabemos na prática o
que funciona e o que faz diferença. Essa experiência é o que garante consistência e
excelência nos serviços que oferecemos hoje”, afirma.
A divisão de funções entre os dois sócios também é clara e complementar. “A ARTQA
é feita de duas visões que se completam. Eu trago a escuta artística e gerencio o
funcionamento do estúdio. Sempre reviso os projetos finalizados pelo Rafa com olhar
crítico e artístico. Já ele é o cérebro técnico, domina a mixagem e a master com
precisão, é um gênio. Todos os projetos passam pelos dois. Nenhuma track sai sem
ter sido aprovada pelas nossas duas escutas”, diz Vegas.
Mais do que um estúdio de mixagem e masterização, o ARTQA é um espaço de
escuta, transformação e identidade. Um projeto guiado por dois apaixonados por som,
que traduzem, em cada frequência, o respeito pela música, pelo artista e pela arte de
emocionar. Como define Vegas, “o ARTQA é o reflexo da nossa trajetória, um espaço
construído com tudo o que acreditamos: escuta, detalhe, respeito à identidade e amor
pela música”.
House Mag: Como surgiu a ideia de criar o ARTQA? Houve um momento específico que
serviu como gatilho para vocês decidirem tirar esse sonho do papel?
Vegas: Foi quando a necessidade encontrou o propósito. O Rafa iniciava sua casa, eu
buscava um novo estúdio. Unimos nossos caminhos e visões para construir mais do
que uma estrutura física,nasceu a ARTQA, um espaço para ampliar o que já fazíamos
com paixão para um público ainda maior.
HM: Qual o significado do nome ARTQA e como ele representa o propósito do
projeto?
V: ARTQA é onde a arte se conecta. O “Q” da logo traz o símbolo de power on,
traduzindo nossa proposta de ativar a criatividade com intenção. Não finalizamos
faixas,nos envolvemos com elas.
HM: Vocês poderiam descrever em uma frase o que o ARTQA representa para
vocês dois, como artistas e engenheiros?
V: É o reflexo da nossa trajetória, um espaço construído com tudo o que acreditamos:
escuta, detalhe, respeito à identidade e amor pela música.
HM: O que diferencia o ARTQA de outros estúdios de mixagem e masterização no
Brasil e no mundo?
V: O diferencial da ARTQA está na soma entre estrutura, sensibilidade artística e
envolvimento. Nossas salas foram projetadas com acústica de referência internacional,
combinamos o melhor do mundo analógico e digital, e oferecemos um atendimento
próximo, respeitando a identidade de cada artista. Aqui, cada projeto é tratado com
profundidade, não como um número,mas como uma obra.
HM: Por que decidiram construir o estúdio do zero ao invés de adaptar uma
estrutura existente? Que desafios enfrentaram nesse processo?
V: Construir do zero nos deu a liberdade de fazer tudo exatamente como idealizamos. A
adaptação de um imóvel existente traria muitas limitações técnicas e criativas.
Preferimos investir em um projeto arquitetônico que atendesse desde a base às
necessidades de um estúdio moderno, inspirador e acusticamente preciso. Hoje, a
ARTQA é a materialização desse sonho.O maior desafio foi gerenciar a obra, não era
um prédio comum, muitos profissionais não entendiam os detalhes na hora de
executar o projeto, pois todo o prédio foge dos padrões residenciais.
HM: A escolha por ter dois estúdios interligados foi uma decisão estética, técnica
ou estratégica? Qual o benefício prático disso para o cliente final?
V: A escolha foi técnica e arquitetônica. Com duas salas, conseguimos validar o trabalho
em dois ambientes otimizados, o que garante mais controle, qualidade e precisão para
o cliente.
HM: Como vocês chegaram à curadoria de equipamentos (sintetizadores,
monitores, compressores, etc)? Quais são seus “xodós” e por quê?
V: A base dos estúdios vem dos equipamentos que usamos por anos em nossas
produções. Para o ARTQA, além de trazê-los, investimos em atualizações e upgrades
para atender o padrão que queríamos. O sistema é híbrido, aproveitando o melhor do
digital com o calor dos analógicos. Os destaques, pra mim, são o Distressor
compressor, e o EQ SA-EQP1A da Stam, que replica com excelência o clássico
Pultec.
HM: Vocês mencionam que o ARTQA trata cada projeto como uma “onda única”.
Como essa filosofia se traduz na prática do dia a dia com os clientes?
V: Nossa filosofia se traduz no cuidado com os detalhes.Na prática, isso significa que
adaptamos nosso fluxo, equipamentos e decisões técnicas ao estilo e à intenção de
cada música. Nenhuma track é tratada da mesma forma. Cada projeto recebe uma
atenção exclusiva, como merece.
HM: A natureza da Ilha de Santa Catarina parece ser uma grande inspiração para o
projeto. Como essa energia se reflete nos processos criativos e técnicos do
estúdio?
V: A gente vibra na energia da Ilha da Magia. Estar cercado pelo mar e a natureza inspira
cada escolha que fazemos. Isso reflete diretamente na forma como tratamos cada
projeto: com calma, profundidade e intenção artística. Não é só técnica,é arte
conectada com o lugar onde vivemos.
HM: O estúdio está voltado apenas para música eletrônica ou estão abertos a
outros estilos que queiram uma abordagem moderna e personalizada?
V: Somos especializados em música eletrônica, é onde temos nossa base criativa,
técnica e emocional mais forte. Porem, estamos sempre abertos a novos desafios e
recebemos com entusiasmo projetos de qualquer estilo musical, toda música é bem
vinda
HM: A decisão de operar exclusivamente online foi pensada desde o início? Que
vantagens isso traz para os clientes do Brasil e do exterior?
V: Desde o início, sabíamos que o futuro era conectado. Construímos a ARTQA como um
estúdio sem fronteiras, onde artistas do mundo todo podem compartilhar suas ideias e
transformar sua arte com a gente.Operar online nos permite atender artistas de todo o
mundo com o mesmo cuidado e excelência que teriam se estivessem na nossa sala
ao lado.
HM: Como suas carreiras individuais influenciaram na criação do ARTQA? Vocês
trouxeram aprendizados específicos de turnês e da estrada para dentro da
construção do estúdio?
V: Sim, toda a base da ARTQA vem da nossa vivência como artistas. Cada projeto que
realizamos no passado moldou nossa visão técnica e criativa. Sabemos na prática o
que funciona e o que faz diferença, essa experiência é o que garante consistência e
excelência nos serviços que oferecemos hoje.
HM: Qual a principal contribuição de cada um de vocês dentro do ARTQA? Vocês
se dividem por especialidades ou tudo é feito em conjunto?
V: A ARTQA é feita de duas visões que se completam. Eu (Paulo) trago a escuta artística
e gerencio o funcionamento do estúdio. Sempre reviso os projetos finalizados pelo
Rafa com olhar crítico e artístico. Já ele (Rafa) é o cérebro técnico, domina a mixagem
e a master com precisão, é um gênio. Todos os projetos passam pelos dois,duas
mentes, dois pares de ouvidos. A parte de mentorias e feedbacks também é liderada
por ele, salvo em algumas ocasiões em que estou no estúdio e participo com minha
visão artística.No fim, todos os trabalhos passam pelo crivo dos dois. Nenhuma track
sai sem ter sido aprovada pelas nossas duas escutas
