CEO da Wasserman, que representa atletas e artistas no mundo todo, incluindo na música eletrônica, é citado no caso Epstein

Esta semana, Cassey Wasserman, CEO da Wasserman – uma das maiores empresas do mundo em representação e marketing de músicos, atletas, entretenimento e criadores de conteúdos – foi citado em arquivos revelados sobre o caso Epstein. 

O caso envolveu uma troca de e-mails em 2003 com Ghislaine Maxwell, uma das principais envolvidas no escândalo e condenada em 2021 por tráfico sexual infantil. 

O tom dos e-mails era de flerte entre os dois, em que Wasserman, que também é presidente do Comitê Organizador de Los Angeles para os Jogos Olímpicos de 2028, pedia para ver Maxwell em uma roupa de couro, enquanto ela dizia fazer uma massagem ‘’que deixa um homem louco’’.

Em um depoimento após a divulgação dos registros, Wasserman expressou arrependimento pela correspondência, dizendo que a comunicação ocorreu “muito antes de seus crimes horríveis virem à tona” e enfatizou que não tinha uma relação pessoal ou comercial com Epstein. Ele também destacou a participação em uma viagem humanitária em 2002 que incluiu uma delegação no avião de Epstein, que ele descreveu como não relacionada a qualquer conduta inadequada.

A divulgação desses e-mails gerou discussões públicas sobre seu papel na liderança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Los Angeles 2028. Alguns oficiais locais e representantes eleitos pediram publicamente que Wasserman renuncie ao cargo, citando preocupações sobre a percepção pública e o foco organizacional antes dos Jogos.

Dentre as diversas atividades da agência Wasserman,   que está presente em 6 continentes, 28 países e mais de 70 cidades pelo mundo, estão: 

  • Representação de talentos: Atletas de elite (futebol, basquete, beisebol, golfe, tênis, esportes de ação, Olimpíadas), broadcasters, coaches, executivos esportivos, influenciadores e criadores de conteúdo. Eles negociam contratos, patrocínios e oportunidades de carreira.
  • Música: Representação de artistas para shows ao vivo, turnês, parcerias com marcas e desenvolvimento de carreira.
  • Marketing e parcerias para marcas: Criação de estratégias de marketing, consultoria, ativações experienciais, conteúdo criativo, naming rights, patrocínios e conexões culturais entre marcas e públicos (especialmente fãs de esportes, música e entretenimento).
  • Propriedades e direitos: Trabalham também com ligas, eventos, times e propriedades esportivas/musicais para maximizar valor comercial.

No ramo musical, a Wasserman trabalha ao lado de artistas dos mais variados nichos como música eletrônica, pop, rap, country, indie, gospel, jazz, rock, entre muitos outros, com cobertura de casting em todos os continentes. 

No site da agência, constam centenas de artistas só na dance music global, dos mais variados nichos, como Above & Beyond, AfroJack, Diplo, Fátima Yamaha, Fisher, Floating Points, Honey Dijon, Laurent Garnier, Major Laser, RÜFUS DU SOL, entre muitos outros. 

É bom lembrar que o caso envolve pessoalmente o CEO da Wasserman, Cassey, e não os artistas representados por ela.

Por redação

Deixe um comentário

Fique por dentro