Da periferia paulista para o mundo: a jornada de Riascode com a música e sua conexão com a Dawn Patrol

Cria da periferia paulistana, artista é destaque da nova geração e apresenta “Suno”, faixa que une espiritualidade, melodia e identidade

No cruzamento entre talento e identidade, surge Riascode – DJ e produtor que vem quebrando barreiras na cena eletrônica brasileira. Criado na periferia da zona sul de São Paulo, Guilherme Carvalho encontrou na música não só um caminho artístico, mas uma forma de existir com potência. “Minha forma de pensar, meus objetivos, minha essência, nada mudou”, diz ele. “Continuo com o pé no chão, do mesmo jeito de sempre. Reconheço de onde vim e valorizo tudo que vivi até aqui.”

Criado no bairro de João XXIII, na zona sul de São Paulo, Riascode teve contato com a música ainda na infância, entre referências que iam do funk ao rap nacional. Inspirado por nomes como Derek, Hariel e Ralph The Kid, começou a explorar a produção musical por conta própria aos 12 anos, entre tutoriais e experimentações caseiras. O computador se tornou refúgio e ponte para o mundo. Com o tempo, descobriu na música eletrônica – especialmente nas texturas do afro house, melodic techno e progressive house – o espaço ideal para expressar suas ideias e emoções.

Em 2020, ainda na adolescência, Riascode conquistou seu primeiro destaque internacional com o lançamento de “Horizon” pela STMPD RCRDS, gravadora de Martin Garrix, em colaboração com Pontifexx. Mas foi em solo nacional que o artista encontrou um lar artístico: a Dawn Patrol, coletivo liderado por Maz e Antdot, que abraçou não apenas suas faixas, mas sua identidade e visão musical. “A relação foi sendo construída organicamente, desde o comecinho”, conta. “Com o tempo, o que era colaboração virou irmandade. Estar nesse espaço, onde tudo flui, é tão leve que nem parece trabalho.”

Foto: Jorge Alexandre

Essa parceria resultou em momentos marcantes: o lançamento do EP “We All Deserve God’s Blessings”, colaborações como a releitura de “Maré”, de Amanda Magalhães, e a nova versão de “Baião Destemperado”, do grupo Barbatuques, além de remixes oficiais para nomes como Cat Dealers, Yves V e Grum. Riascode também acumulou apresentações em festivais de grande porte, como Tomorrowland Brasil, Lollapalooza BR, Ultra BR, Quartzo e a festa X, do renomado duo suíço Adriatique.

Agora, aos 21 anos, ele vive uma nova fase com o lançamento de “Suno”. A faixa, que une pianos atmosféricos, baterias e sintetizadores envolventes, parte da ideia do sol como símbolo de conexão, calor humano e linguagem universal. “A Suno representa exatamente isso: uma melodia com apelo simples, bonita, não tão conceitual, o tipo de som que gruda na memória e vira trilha de momentos da vida”, diz.


Pensada para se conectar diretamente com o público, a track carrega um propósito emocional: “Penso sempre onde minhas músicas vão se encaixar no dia a dia das pessoas, como podem criar memórias afetivas.” Lançada pela Dawn Patrol, “Suno” já vinha sendo bem recebida antes mesmo de chegar às plataformas. “Isso só reforça o quanto ela carrega essa energia. Suno é alegria. É explosão”, resume o artista.

Riascode I Divulgação

Riascode também tem consciência da representatividade que carrega ao ocupar um espaço ainda pouco acessível para pessoas negras dentro da música eletrônica. “Me sinto orgulhoso de ocupar esse lugar, entendo e carrego essa responsabilidade, mas me reconheço e me reafirmo. É nóis que tá. Atura ou surta. Marcha no progresso.”

Com uma trajetória marcada pela autonomia criativa e pela força de sua história, Riascode segue afirmando sua voz na música eletrônica brasileira – com os pés no chão e o olhar sempre à frente.

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Por redação

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