Dre Guazzelli, Bro2Bro e Kayno lançam releitura eletrônica de “Deusa do Amor”, clássico do Olodum

Algumas músicas atravessam o tempo não apenas com melodia, mas com significado. É o caso de “Deusa do Amor”, composição de Adailton Poesia e Valter Farias, eternizada pelo Olodum em 1992. Mais de trinta anos depois, essa mesma canção volta aos ouvidos do público, mas sob uma nova luz: uma releitura assinada por Dre GuazzelliBro2Bro e Kayno, que acaba de ser lançada nas plataformas digitais.

O que está em jogo aqui não é apenas uma releitura adaptada para funcionar nas pistas de dança. O que impulsionou esse lançamento foi a vontade de respeitar a essência poética da versão original e ao mesmo tempo explorar o espaço da música eletrônica como uma nova forma de conexão. Uma reconexão com o afeto, com a dança e com a identidade brasileira que pulsa em cada verso.

“Já toquei versões de ‘Deusa do Amor’ diversas vezes, principalmente a do Moreno Veloso. Mas sentia que ela ainda podia ganhar um novo corpo, mais voltado pra pista, sem perder a alma”, conta Dre Guazzelli. O ponto de partida veio do Bro2Bro, duo formado pelos irmãos Guilherme e Marcelo, que são amigos de infância de Dre. A vontade de colaborar já era antiga, mas foi essa música que finalmente costurou o momento certo.

A faixa nasce com alma brasileira, mas estrutura de Afro House: grooves percussivos, atmosferas profundas e vocais suaves, conduzidos por Kayno, que trouxe textura e emoção à nova versão. “A gente quis manter a delicadeza da letra e do vocal, mas com uma energia de celebração, com a vibração de pista que conecta as pessoas”, explica o Bro2Bro, que já são conhecidos por releituras cuidadosas de clássicos nacionais, como a versão de “Lindo Balão Azul”.

“Deusa do Amor” é um exemplo claro daqueles encontros raros onde tudo parece fluir. Dre trouxe elementos de percussão, timbres mais sensoriais e a ideia do novo vocal. O Bro2Bro guiou a proposta estética e o arranjo inicial. “Foi um processo leve, sem ego, só escuta mútua. Todo mundo estava na mesma frequência. E isso transparece no resultado final”.

Mais do que uma homenagem, essa versão é um convite à reconexão: com as raízes, com a emoção, e com a dança que também cura. Não por acaso, Dre cita sua vivência na Bahia e um Réveillon em Caraíva como fontes de inspiração. “A música brasileira carrega uma força ancestral. E acho que estamos vivendo um momento onde o eletrônico também pode ser instrumento de reconexão com isso”, reflete.

“Deusa do Amor” chegou às plataformas há menos de uma semana e já está ecoando entre playlists e pistas que valorizam o resgate das brasilidades com sofisticação. Uma faixa para ouvir, dançar, sentir, e se lembrar de que o amor, quando é verdadeiro, sempre encontra uma nova forma de se manifestar.

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Por assessoria

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