Quando Hernan Cattaneo anunciou que o seu show Sunsetstrip finalmente chegaria ao Brasil, há algumas semanas, a reação do público foi imediata e uma chuva de comentários positivos e ansiosos apareceram no post oficial.
Isso porque, para muitos, era o reconhecimento de uma demanda que, inclusive, chegou a mobilizar uma parte de brasileiros em direção a Buenos Aires para curtir e viver a experiência deste evento lá mesmo — o que agora não será mais necessário. Com a chegada do Sunsetstrip a São Paulo, no dia 20 de setembro no Hangar Campo de Marte, essa dependência geográfica se encerra.

Para compreender a relevância disso, é necessário contextualizar antes a magnitude da Sunsetstrip na Argentina. Trata-se de um dos eventos de música eletrônica mais aguardados do país, uma festa que conseguiu transcender o formato tradicional para se tornar um movimento cultural autônomo.
Os números da produção do evento comprovam isso. O evento nasceu em 2019 e, ainda antes da pandemia, em 2020, cerca de 16 mil pessoas estiveram presentes no Hipódromo de Palermo. Os ingressos se esgotaram em apenas 40 minutos, o que forçou a equipe a adicionar uma segunda data na agenda.
E os sold outs continuaram acontecendo também após a pandemia. Em uma edição recente, em março deste ano, foi estimado que mais de 40 mil pessoas estiveram nos dois dias de evento, na Cidade Universitária.
E por trás de todo esse sucesso não está nenhuma ideia muito complexa. Na verdade, a “fórmula” criada por Hernan é bem simples: um long set ao ar livre que acompanha a transição do dia para a noite, com um som focado especialmente no Progressive House, carro-chefe do DJ argentino e seus convidados.
Porém, o que realmente diferencia a Sunsetstrip é a maneira como uma atmosfera quase cinematográfica é criada, com uma cenografia muito bem pesada, projeções imersivas e um público disposto a viver a música com profundidade.

Além da música, o evento movimenta a economia local, fomenta o turismo e transforma espaços públicos. Em Buenos Aires, é comum ver fãs de outras províncias e até de países vizinhos viajando exclusivamente para o Sunsetstrip. Era natural, então, que o Brasil recebesse sua própria edição em algum momento, depois do show ter passado também por Uruguai e até pelo Canadá.
A escolha de São Paulo para sediar a primeira edição brasileira também não foi por acaso, já que a cidade mantém uma relação histórica com Hernan desde 1996, quando ele realizou sua primeira apresentação no país, começando ali a construir seu fiel público brasileiro.
O Hangar Campo de Marte também foi uma decisão bastante acertada. Com infraestrutura ampla e localização privilegiada, o espaço permite a criação de um projeto de palco exclusivo para essa edição, respeitando o conceito original, mas adicionando particularidades da cena brasileira e mantendo a essência do Sunsetstrip.
Importante destacar ainda que a edição paulista seguirá o modelo internacional: um long set de pelo menos seis horas, começando ainda durante o dia e atravessando o pôr do sol até a noite, em sintonia com a jornada emocional que Hernán conduz com maestria. Outros artistas ainda devem ser anunciados para fazer o warm up.
O formato que está sendo pensado para o show no Brasil será um pouco mais intimista do que às edições mencionadas na Argentina. O que não irá mudar, porém, será a energia encontrada na pista, já que os fãs brasileiros esperavam e muito por esse momento.
Se você ainda não garantiu seu ingresso, basta adquiri-lo pela Ingresse. Todas as informações e novidades você acompanha pelo Instagram oficial da Sunsetstrip São Paulo.
Por assessoria
