Com vocais marcantes e uma base percussiva carregada de elementos naturais, a faixa é construída como uma homenagem à Terra e propõe uma experiência coletiva de dança e reflexão.
Unindo heranças culturais distintas por meio da música eletrônica, o produtor brasileiro Naza (Musik) se une ao sul-africano Lazarusman para lançar “Gaia”. A colaboração marca a primeira faixa do ano do artista radicado em Nova York e chega às plataformas no dia 4 de julho pelo selo Gardens of Babylon.
“Gaia” é uma faixa de atmosfera enigmática e duração incomum, com sete minutos que fogem à tendência atual de canções curtas. A percussão domina com sobriedade os primeiros compassos, até que, pouco depois do primeiro minuto, a voz de Lazarusman irrompe como um chamado na floresta: é hora de tratar o planeta com respeito. Aos dois minutos, camadas eletrônicas se somam ao arranjo, criando um groove hipnótico que conduz a música ao seu ápice. A poesia falada se entrelaça ao instrumental de forma sutil e poderosa, culminando na frase “Gaia, Terra, Fogo e Água”, e selando uma imersão sonora que conecta o orgânico ao digital.
Para saber mais sobre esse lançamento, o atual momento do artista e muito mais, Nazen Carneiro bateu um papo com o Naza (Musik) que você só confere aqui, na coluna tudobeats, publicada com exclusividade pela revista de música eletrônica do Brasil, a House Mag!
Com o objetivo de transformar os versos em uma vivência sonora, NAZA utilizou elementos que remetem à natureza, aliando ritmos tribais a timbres sintéticos contemporâneos. O produtor explica que buscou criar uma composição que evocasse movimento físico e conexão espiritual.
“Quando recebi os vocais do Lazarusman, entendi que a faixa teria força para ser mais do que uma track de pista — seria uma mensagem para o mundo”, comenta.
“Gaia” nasce a partir dos versos de Lazarusman, artista reconhecido mundialmente por seu trabalho que combina poesia falada e música eletrônica. Naza (Musik) desenvolveu a faixa com foco na atmosfera sugerida pela voz e pela temática da letra — um tributo à Mãe Terra. A estrutura musical se apoia em percussões orgânicas, sintetizadores e texturas que transitam entre camadas introspectivas e momentos de alta energia.
A construção da música envolveu o uso de ferramentas como Ableton Live e plugins como Soundtoys, Serum e Diva, que contribuíram para o refinamento das camadas de sintetizadores e percussões. O resultado é uma faixa que se propõe a circular entre clubes, festivais e ambientes mais contemplativos.

Naza (Musik) tem consolidado uma carreira solo que o levou a festivais como Burning Man, Resistance ULTRA e Tomorrowland Brasil, além de apresentações em cidades como Tulum, Nova York, Amsterdã, Casablanca e São Paulo. Seu som, que transita entre afro, tribal, deep e indie house, tem recebido suporte de nomes como John Digweed, Nick Warren, Facundo Mohrr, Solomun e Dixon. Seu EP mais recente, Mujeres Sagradas, lançado pela Akbal Music, alcançou destaque na cena orgânica mundial e entrou no top 20 do Beatport na categoria Organic House.

Já Lazarusman, nascido em Joanesburgo, é reconhecido como um dos principais nomes da poesia falada na música eletrônica. Indicado ao Grammy pelo álbum Dear Future Self, do Booka Shade, o artista colaborou com nomes como Stimming, Hyenah, AMÉMÉ e Xinobi. Suas letras exploram temas como identidade, amor e espiritualidade, conectando-se com públicos diversos em apresentações ao redor do mundo.
Para Naza (Musik), lançar pela Gardens of Babylon é também uma escolha simbólica:
“A curadoria do selo está muito alinhada com o que acredito artisticamente. Gaia encontrou seu lugar certo.”
“Gaia” representa o encontro de duas geografias sonoras distintas, mas complementares. Em tempos de reavaliação do papel do ser humano em relação ao planeta, a faixa oferece uma perspectiva musical dessa reconexão — combinando ancestralidade, tecnologia e mensagem.
“Gaia”, de Naza (Musik) e Lazarusman, está disponível nas principais plataformas de streaming. Ouça no Spotify e acompanhe os artistas pelas redes sociais em @naza_musik e @lazarusman.
Por Nazen Carneiro para a coluna tudobeats
