Um tema que tem ganhado cada vez mais espaço nas rodas de conversa, nas páginas sobre música e entre os profissionais da área é a saúde auditiva e o uso de protetores auriculares nas festas e festivais.
O uso destes equipamentos não é tão comum como deveria na comunidade clubber do Brasil, visto sua importância em médio-longo prazo para a nossa saúde e bem-estar.
Realizamos uma pesquisa com vocês nossos leitores essa semana e os resultados foram contraditórios, por assim dizer. Vejamos os resultados a seguir.
87% dos participantes (!) disse não usar protetores nunca, enquanto 47% se mostra preocupado com os efeitos da exposição a som alto constante a longo prazo, e 62% já percebeu piora na audição ou o famoso ‘’chiado’’ no ouvido quando chega em caso. Com certeza, estes 62% já tiveram danos em algum grau no sistema auditivo.
Fato que chama atenção é que 31% não tem essa preocupação e 22% afirmou nem saber quais são os possíveis riscos que a falta dos protetores auriculares podem causar. É interessante uma fatia alta de mais da metade mostrar este desleixo, mesmo já tendo sentido na pele os efeitos após uma festa com som alto de muitas horas, como os próprios afirmam.
Alguns participantes opinaram sobre os motivos de usarem ou não os protetores:
– ‘’Por questões de saúde, caixa de som estourada e ‘fuleiragem’, desnecessário e prejudicial’’ (Matheus Toazza)
– ‘’Falta de costume’’ (Leonardo Dauve)
– ‘’Estava tocando com um retorno muito alto no palco. Passei dias sem ouvir direito’’ (Lívia Lucas)
– ‘’Me sinto confortável com som alto’’ (Matheus Marca)
– ‘’Sinto que a experiência não é a mesma’’ (Paulo Rollemberg)
Ultimamente, vários tipos desses aparelhos estão disponíveis no mercado, inclusive aqueles específicos para festas, que não prejudicam o volume e o grave, mantém a experiência da festa e deixa seus ouvidos protegidos. Experimente entrar na festa já com eles equipados. Se você estiver sentindo sua audição prejudicada ou com chiados constantes, recomendamos buscar um profissional, pois os danos ao sistema auditivo são irreversíveis!
Por Adriano Canestri
