Em Papanduva, cidade de pouco mais de 20 mil habitantes no planalto norte catarinense, nasceu há 15 anos um dos projetos mais improváveis da música eletrônica brasileira. Tudo começou quando Ary Junior decidiu fazer pequenas festas no terreno da família, cercado por araucárias e natureza. O que era encontro entre amigos rapidamente virou tradição e, em pouco tempo, transformou-se no Field Club – um clube fixo que desafiou a lógica dos grandes centros e colocou o interior de Santa Catarina no mapa da cena eletrônica.
Distante quase duas horas do aeroporto mais próximo, em Curitiba, o Field cresceu no boca a boca, na paixão da comunidade local e na hospitalidade que conquistou artistas do mundo todo. Vintage Culture, Alok, Boris Brejcha, Cloonee e Sonny Fodera são apenas alguns dos nomes que já passaram pelo palco rodeado de verde. A curadoria sempre abraçou a diversidade sonora, do mais underground ao mainstream, e o contato direto com a natureza virou marca registrada: aqui, as pessoas dançam para se desconectar do mundo e se conectar umas com as outras.

No dia 27 de dezembro, o Field promove a Last Of 2025, a grande celebração de fim de ano que marca o encerramento da temporada. Serão mais de 17 horas de música ininterruptas, das 17h de sábado até 10h30 de domingo, com a festa principal seguida do tradicional Second Round no mesmo local.
O line-up mistura peso e novidade. No psytrance, o destaque é Chapeleiro, um dos maiores nomes do gênero no Brasil. No tech house e minimal, chegam Fatsync, Nicolau Marinho, Zaark, Lemex e o aguardado B2B entre o português Louie Cut e o inglês Avrosse. O after fica por conta de Inndrive, Vinter e o duo Sound Cloup, referência no minimal/techno mundial.
Para quem quer encerrar 2025 dançando até o sol raiar na natureza, a Last Of é o lugar. Porque em Papanduva, no coração de Santa Catarina, a pista nunca para – e a história continua sendo escrita, uma batida por vez.
Por redação
