No combate contra a depressão, a música pode ser uma das suas maiores aliadas 

A depressão é uma das doenças que mais cresce em número de diagnósticos nos últimos anos e tem sido profundamente estudada por especialistas. Segundo o Portal Drauzio Varella, são mais de 350 milhões de pessoas atingidas no mundo. A página define-a da seguinte maneira:

‘’Depressão (CID 10 – F33) é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.’’

As formas de tratamento podem ser muitas, inclusive através da musicoterapia, sendo um meio bastante aconselhável por seus benefícios. Esta abordagem terapêutica pode ser utilizada em vários casos e situações, com pacientes em quadro de depressão, o estímulo é voltado na  estimulação cognitiva. 

O Summit Saúde mostra que ‘’a música pode ajudar a melhorar o humor e proporcionar uma sensação de felicidade e prazer, estimulando a liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar, como a dopamina e a serotonina. A terapia musical com som relaxante diminui os níveis de estresse e ansiedade, promovendo uma sensação de calma e tranquilidade’’. Em casos mais avançados de depressão em que é comum que o paciente deixe de fazer atividades que antes eram prazerosas e até mesmo necessidades básicas como tomar banho. Dessa forma, a música é um ótimo aliado de amigos, familiares e dos médicos responsáveis, uma vez que o simples ato de ouvir músicas que remetem bons momentos, memórias e emoções ajuda na regulação das funções cerebrais e ajudam a liberar neurotransmissores associados a sentimentos de alegria e felicidade como a dopamina.

A Queen’s University Belfast, na Irlanda do Norte, realizou um estudo com crianças e adolescentes em quadros depressivos. Divididos em dois grupos, 128 pessoas fizeram terapia tradicional enquanto os outros 123 jovens tiveram acesso à terapia musical além das sessões tradicionais. Todos já eram tratados para problemas emocionais, comportamentais e de desenvolvimento. O resultado é que o grupo que participou de sessões de terapia com música teve um aumento na autoestima, redução significativa da depressão e melhores habilidades de comunicação e interação na comparação com o grupo de controle.

Além disso, a música e o tratamento por meio dela pode ajudar em uma maior desenvoltura no desempenho social, aumentando a auto estima e melhorando a comunicação com outras pessoas, criando conexões.

A música é uma grande aliada nossa em diversos momentos de nossa vida, assim como na saúde e temos mostrado isso nessa série de reportagens que já trouxeram questões sobre o autismo e o TDAH.

Por Adriano Canestri

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