Os sintetizadores são instrumentos eletrônicos que processam e manipulam a onda criando sons únicos e diferentes por meios diferentes que explicaremos a seguir. Foi uma das invenções que revolucionaram a música moderna, sendo experimentado desde o início do século passado. Contudo, foi na década de 1960 que os sintetizadores ganharam destaque, com o lançamento do Moog Modular, criado por Robert Moog. Esses primeiros modelos analógicos permitiam a manipulação de ondas sonoras para criar timbres únicos, sendo muito marcante em criações de bandas de rock, o gênero sensação daquela época. Na década de 1980, a introdução de sintetizadores digitais trouxe sons mais precisos e acessíveis, consolidando seu uso em estúdios e palcos. Hoje, os sintetizadores evoluíram para formatos híbridos e de software, expandindo suas possibilidades criativas e são utilizados na produção de quase todos os gêneros.
Conforme aponta o portal iMusician, o sintetizador tem em seu centro um oscilador, ferramenta capaz de gerar sons brutos e ruídos. Geralmente, há mais de um processador que permite os sons serem combinados.
Os envelopes têm quatro funções básicas: ataque, decaimento, sustentação e liberação de uma nota. Essa parte do sintetizador está ligada a atingir o volume máximo da nota, nível do som durante o tempo em que a tecla fica pressionada, tempo para atingir o volume determinado, entre outros. Essa funcionalidade dá ao produtor muito controle sobre o som para definir com mais facilidade onde ele quer chegar com a música. Outra forma de manipulação do som é pelo uso de filtros, reduzindo ou retirando frequências, ou de arpejadores, sequenciando notas.
Sintetizadores analógicos

Os sintetizadores analógicos geram som por meio de circuitos elétricos, como osciladores, filtros e amplificadores. Além disso, podem ser monofônicos (só toca uma nota por vez) ou polifônico (capaz de tocar várias notas simultâneas). Eles produzem ondas sonoras contínuas que podem ser moldadas para criar timbres orgânicos e quentes. Estes modelos são amplamente usados em techno e house. Apesar de menos precisos e mais suscetíveis a variações de temperatura, sua sonoridade rica e imprevisível é altamente valorizada por produtores e músicos.
Sintetizadores digitais

Os sintetizadores digitais utilizam processadores para gerar e manipular sons por meio de algoritmos. Costumam ser polifônicos. Esses modelos são mais estáveis, versáteis e capazes de armazenar presets, facilitando o uso ao vivo. No entanto, sua sonoridade pode ser menos “viva” comparada aos analógicos.
Sintetizadores híbridos

Os sintetizadores híbridos combinam elementos analógicos e digitais para unir o melhor dos dois mundos. Essa abordagem oferece a precisão do digital com a riqueza tímbrica do analógico, sendo ideal para músicos que buscam flexibilidade sem abrir mão da autenticidade sonora.
Sintetizadores de software

Com o avanço da tecnologia, os sintetizadores de software dominaram alguns estúdios modernos. Softwares rodam em computadores ou DAWs (Digital Audio Workstations), simulando sintetizadores clássicos ou criando sons inovadores. Eles são acessíveis, permitem automação detalhada e ocupam pouco espaço físico. Apesar disso, dependem de computadores potentes e podem carecer da experiência tátil de um sintetizador físico.
Tipos de Síntese
Os sintetizadores operam com diferentes técnicas de síntese, cada uma com características distintas:
- Síntese subtrativa: A mais comum, subtrai frequências de uma onda rica usando filtros. É a base de muitos sintetizadores analógicos.
- Síntese FM: Usa osciladores para modular outros, criando timbres complexos e metálicos.
- Síntese aditiva: Combina múltiplas ondas para construir sons, permitindo controle preciso, mas exigindo mais processamento.
- Síntese por modelagem física: Simula o comportamento de instrumentos acústicos, como cordas ou sopros, para sons realistas.
- Síntese granular: Divide amostras de áudio em pequenos grãos, manipulando-os para criar texturas únicas, comuns em música experimental.
Dos circuitos analógicos de Moog aos Softwares e Plug-ins de ponta, os sintetizadores moldaram a música contemporânea, oferecendo infinitas possibilidades sonoras. Seja pela nostalgia dos timbres analógicos, pela precisão dos digitais, pela versatilidade dos híbridos ou pela acessibilidade dos softwares, esses instrumentos continuam a inspirar músicos e produtores. Com técnicas de síntese cada vez mais sofisticadas, estes instrumentos não só definiram uma nova era na história da música quando foram criados, como continuam moldando novas ondas e produções de artistas jovens.
Por Adriano Canestri
