No Rio de Janeiro, é comum quiosques da orla da praia montarem estruturas com cadeiras, mesas, sofás e espreguiçadeiras em parte da faixa de areia para comportar seus clientes. Muitas vezes, utilizam dessa ampliação do espaço para realizar eventos com música ao vivo ou DJ. A música eletrônica, inclusive, costuma ser forte nestes ambientes. A prática é comum na cidade e muitas pessoas adoram curtir o dia de praia nestes locais.
Após reclamação de frequentadores, principalmente na Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade, o prefeito Eduardo Paes assumiu que a fiscalização estava falha, visto que os quiosques estavam se apropriando de área pública.
A Orla Rio, concessionária responsável por administrar os quiosques do Rio, em parceria com a Secretaria de Ordem Pública entraram em ação e notificaram alguns estabelecimentos solicitando a retirada das estruturas que invadiam o espaço público: Clássico Beach Club, K8, Krab, Katukas. Este último, chegava a cobrar R$800,00 de consumação mínima, o que segundo o Código do Consumidor é passível de multa e perda do alvará de funcionamento.
Em vídeo publicado no Instagram, Alexandre Duarte, do SINPERJ – Sindicato da Orla do Estado do Rio de Janeiro – se manifestou: ‘’o sindicato não concorda com a violência que aconteceu e da forma que aconteceu, a destruição destes quiosques. Os empresários estão pedindo o direito de falar junto à mídia e junto ao poder público para apresentar a proposta deles que é muito válida!’’
Ao mesmo tempo, o Rio de Janeiro passa por um processo de tabelamento das barracas de praia para serviços como aluguel de praia e cadeira que visa melhorar a experiência de frequentadores cariocas e turistas, além de evitar práticas abusivas.
Em maio de 2025, o prefeito Eduardo Paes recuou em medida que proibia uma série de coisas nos estabelecimentos da orla como música e venda de garrafas de vidro. Após uma reunião com os comerciantes e empresários, a prefeitura chegou a um acordo que permitia as medidas com fiscalização e regras.
Até o momento, não há atualizações sobre reunião ou acordo do poder público com os quiosques notificados.
Por Adriano Canestri
