REVIEW – BALANCE FESTIVAL COM UM LINE-UP DOS SONHOS NA CROACIA. 

Um festival sonhado por todos os fãs de progressive house a muitos anos. Quando foi anunciado ainda em setembro de 2024, o Balance criou uma expectativa enorme, além de certa curiosidade. No litoral da Croácia? Não é necessariamente um destino imaginado. Logo em seguida, a curadoria anunciou o line-up completo, que literalmente colocou a comunidade progressiva em choque. Afinal, a grande maioria dos ‘’criadores do estilo’’ estavam lá, além de uma série de nomes que são o presente e o futuro. Um dream team reunido em um evento feito para os fãs, colocando um peso enorme em como iria se desenrolar. 

O festival foi desenhado para receber em torno de 5 mil pessoas e acredito eu, precisará aumentar para 2026. Sim, já está confirmada a segunda edição do Balance Festival, com curadoria de Tom Pandžić, um australiano de ascendência croata, o que explica o local do evento. 

Tisno: o lar natural do Balance

A história de migração dos pais de Tom ajudou a moldar o espírito do festival. Eles deixaram a Croácia no início da década de 1970, sua mãe (Borka) e seu pai (Ivan) se mudaram para a Austrália em busca de melhores oportunidades.

“Eles tinham muito orgulho de sua herança croata….Eu sempre soube de onde viemos e senti uma forte necessidade de retribuir.” Declarou Tom em entrevista ao jornal vjesnik.com. 

Essa conexão foi o que deu origem à ideia do Balance Croatia.

‘’Queríamos construir algo belo e duradouro, em um lugar com beleza natural, pessoas acolhedoras e profundidade cultural. Tisno foi a escolha óbvia — não apenas por causa das minhas raízes, mas porque é um dos lugares mais mágicos da Europa.’’

The Garden Resort: localizado bem próximo a cidade de Tisno, que também liga com uma ilha, aliás ilhas é o que não faltam no litoral Croata, todas com muita beleza, águas inacreditavelmente claras esmeraldas como eu nunca havia visto. O resort tem a parte de hotelaria, cabanas e áreas de lazer. Sua escolha foi perfeita para a ideia de começar de dia, boat parties e adentrar a noite até o amanhecer sem ter problemas, afinal não há nada ao redor. O local vem sediando outros eventos aclamados como Love International e Defected Croatia. A Croácia se tornou, nos últimos anos, um dos destinos mais desejados da Europa para festivais de música, especialmente ao longo da costa do Mar Adriático.

O mais interessante é perceber que o sonho deste festival para ser a ‘’casa’’ do progressive house era compartilhado não só pelos fãs e aficionados de todo mundo, mas também um desejo dos próprios artistas, que puderam finalmente se reunir em um mesmo lugar, assistir um ao outro e empurrar adiante esse estilo que tanto causa fervor e paixão. É claro que durante o ADE, muitos deles estão em AMS com seus eventos e há uma troca de visitas entre eles, mas ao nível do Balance, acredito que seja a primeira vez. 

Ver aqueles nomes das séries Global Underground e Renaissance juntos, tocando em sequência, uma geração anos 90 com outra geração anos 2000, com outra geração de artistas pós 2010 e até nomes que surgiram nos últimos 5 anos. Várias camadas artísticas se misturando e trocando experiências com o público, afinal era possível vê-los andando entre as pistas.

Estrutura: A pista Beach já existia, a mais bonita e com a vista mais incrível, do lado do mar, com escadas que formam um coliseu de pessoas para curtir música com uma lua enorme de fundos. A pista Yard era a maior, no meio da área, cercada, com telões e palco baixo, próximo do público. Outro palco era o Olive Groove, em meio as oliveiras e coberto, excelente e mais misterioso, você precisava encontra-lo em meio a escuridão. Todos eles a 2, 3 minutos caminhando. No centro de tudo um espaço food park, mesas e bancos, locais de recarga e bares. Aliás, os bares eram ótimos, havia todo tipo de drinks para pedir e montar. O sistema de crédito na pulseira também era rápido e sem filas, como deveria ser. O bom de fazer um festival sem um público gigante é isso, mais conforto para os participantes. 

Pré-party: como a grande maioria do público não era local e sim de todo mundo, muitas pessoas já estavam pela região desde quarta, quinta. Além de visitar as lindas praias, o que fazer? Festa. O festival começou já na quinta com um sunset no deck com nomes como Simply City e Mariano Mellino. A noite a festa foi em um clube local chamado Barbarellas, com nada menos que Deep Dish! O duo lendário poderia ser headliner no festival, fez o preview ser imperdível. 

Chegamos lá e Khen fazia o Warm-up, com excelência. Um lugar open-air, cercado de arvores e um SS poderoso. Eles estavam felizes, o público estava feliz, Guy J, Antonny Pappa e Sasha apareceram por lá para prestigiar o evento. Contornos épicos desde o início. Destaco a faixa ‘’Dreaming’’ deles e Malou, com um vocal lindo, mostrando que eles ainda sabem criar hits sem apelação, música boa e que faz você cantar junto. Um lindo remix para Eating Hooks da minha banda eletrônica favorita, Moderat, que momento! Outra foi ‘’Broken Glass’’ do Booka Shade (Helshoot remix)! Que faixa, que momento que levantou a pista. Sem dúvidas uma das faixas de 2025.

E claro, ‘’Flashdance’’ com novo remix do Shai T no final fez todos se emocionarem ao começar o Balance ouvindo um dos grandes clássicos da dance music em todos os tempos. 

Sexta-Feira

Chegamos próximo das 18h no The Garden e mal deu para ouvir uma música da Miss Melera, ela estava tocando ‘’Astra’’ do Sasha! Corremos para a Yard ver ninguém menos do que Jamie Stevens, um dos produtores pioneiros no house progressivo, o cara que ‘’nunca lançou uma faixa ruim’’, como eu costumo falar. Jamie é referência para todos, respeitado por todos e um dos grandes nomes da história Australiana. Ele poderia estar em um horário mais avançado, mas abrir a pista fez todos irem cedo! A vibe era incrível e no final ele pode tocar ‘’A Break In The Clouds’’ do James Holden, acho que uma faixa que simboliza bem a geração dele e é sem dúvidas um dos grandes clássicos do estilo! 

Quanta emoção, ouvir essa melodia icónica, olhar para o lado e ver simplesmente Hernan Cattaneo no front, aplaudindo Jamie, um sinal de respeito e admiração por um cara que tanto contribui para esta cena.  

Hernan com esse gesto, deu a síntese do festival, era sobre isso, esse era o espirito! Tinha que partir dele, só poderia ser ele. Em seguida Kamilo Sanclemente, um dos maiores nomes da américa latina atualmente entrou com seu som imponente, ouvi algumas faixas e voltei a pista Beach, que detinha assinatura da label The Sound Garden, onde seu fundador Nick Warren iria tocar por 3 horas. Sim, mesmo em um festival, alguns nomes chave receberam 3 horas para tocar. A primeira 1h30 dele foi magistral, um progressivo hipnótico, dançante e com aquele groove que só Nick sabe imprimir. Destaco a hora que ele tocou Wish U Were Here, clássica do John Creamer & Stephen K (ID remix) e esse vídeo abaixo também. 

Na pista eu lembrei porque ele é um dos maiores da história, foi uma aula completa de condução. Sai sabendo que iria perder muito, mas a ideia era tentar ver nomes que raramente vão ao Brasil. Assisti 30 minutos de Jeremy Olander, com seu som mais atmosférico e moderno, estava levando bem a pista Yard. 

Então fui encontrar a pista Oliv, onde Marsh estava se apresentando, um dos principais nomes da Anjuna Deep, apadrinhado por Sasha e que foi talvez o nome que mais me surpreendeu em todo festival. Além de um grande produtor, ele é um excelente DJ. 

Fazendo trocas de momentos com vocais mais alegres, para faixas mais intensas ao estilo Sasha. Ele tem um carisma enorme, pôs a pista para dançar além de capacidade técnica nas mixagens à moda antiga. Com certeza um nome que o Brasil precisa ficar de olho e trazer, irá surpreender. Destaco ele tocando ‘’Remember Me’’ de Cornucópia. 

 01h30 am, fui para a Yard pegar o final do set de Franky Wah, outro talento da nova geração com apadrinhamento tanto do Sasha quanto do Digweed. Ele tem um som progressivo mais reto e linear, intenso, sem descanso. Funciona bem por 2 horas, mas acredito que ele precisa evoluir como DJ e apresentar coisas novas. Próximo das 02h vejo os caras no canto do backstage, Sasha olhava para pista com curiosidade, John já pronto para assumir. O primeiro dia do Balance tinha os dois maiores responsáveis por esse estilo surgir e ganhar o mundo nos anos 90. S&D vão ao palco com Franky tocando Tripchain, uma das minhas faixas favoritas dos últimos tempos, que ele fez com Digweed, que o abraçou feliz.

Sasha assume na primeira música, algo que não é comum, sempre John que faz a abertura, mas Sasha tinha algo especial preparado e assim fez. Foram 3h30 de set embarcados em um atropelo sonoro. Passou voando e eu só agradecia por mais uma vez vê-los ao vivo. Que aula de mixagens, de apresentar sons totalmente fora do óbvio e da órbita. Eles tocam o estilo particular deles, não estão mais na liderança do progressive house moderno, mas sim na vanguarda de uma estética sonora que eles preservam desde sempre. Toda vez que o progressive house quiser evoluir, é para eles que irá acabar olhando. Claro que por ser um som mais underground, nem todos vão gostar. É sério, obscuro, denso e com toques emocionais na medida.  Essa faixa abaixo acho que resume bem, que vocal, que atmosfera. 

Aquelas luzes azul marinho o tempo todo, marca registrada deles, desenvolvem uma imersão que faz a pista vibrar e se manter perdida por vários momentos, quando você pensava que está no fundo do poço, John voltava com um som mais tribal e dançante. É, eles se completam e por isso estão a 3 décadas tocando juntos. Mesmo sendo no primeiro dia, eu já sabia que dificilmente algum outro set iria superá-los, até pelo meu momento musical também, que hoje é muito voltado para o que eles lançam e suportam. 

Sábado

Chegar 06 am no hotel, dormir, acordar por volta das 15h, dar um mergulho no mar, almoçar muito bem e ir novamente para o festival. 18h estava na pista para prestigiar os australianos GMJ&Matter, destaques internacionais e donos da renomada gravadora Meanwhile. 

Meus amigos foram no Boat Party com o trio SOS, eles não tocam mais hoje comercialmente, mas para o Balance vieram para fazer um set exclusivo. Difícil perder lendas como eles, mas em terra havia outros nomes que eu também queria muito ver. Vibe linda e pista já com volume no set deles, que combinou muito com o entardecer, destaco a faixa ‘’Riot’’ do Nicolas Rada.

Em seguida fui ao Beach para ver Budakid, artista que acompanho a muitos anos e adoro suas músicas, ele é mais novo que eu imaginei e tinha uma energia que levantou a pista. Volto para Yard ver algumas faixas do Ezequiel Arias, que já estava jogando pra valer, com a noite se apresentando, ele impôs seu ritmo denso e a pista estava envolvida. 

Volto para Beach ver um dos meus artistas favoritos em todos os tempos, Henry Saiz já podemos dizer que é uma lenda, com mais de 20 anos lançando em alto nível e sempre com sua marca registrada, sinths oitentistas, nostálgicos e baixos dançantes, vocais em frame inesquecíveis, foi uma aula de construção e entrega do set. Voltei para Yard pega os últimos 30 minutos do set de Guy Mantzur, que estava com a pista nas mãos e seu som sempre mais animado. Claramente com mais e mais pessoas chegando na pista, se acomodarem, achar o melhor espaço, para aguardar a chegada do que na minha opinião era o nome do festival. 

O que dizer de Hernan Cattaneo? Só sua presença de palco já arrepia, sua postura gentleman e expressão corporal fazem todos prestarem atenção em cada movimento antes mesmo de assumir o comando. Arrisco a dizer que o Balance não existiria sem sua presença, ficou claro que tudo se desenhou para o sábado, no horário mais nobre, da meia noite as três, ele se apresentar com um set simplesmente icónico. Nenhum outro artista de peso foi colocado no mesmo horário, só Hernan teve esse privilégio, resultando até em uma superlotação na pista Yard. Todos que estavam lá, tinham seu nome como ‘’indispensável’’ para ver. Isso só mostra o quanto Hernán é responsável pela evolução do progressive house nos últimos 10 anos. Tudo gira em torno dele, afinal é ele a maior referência para 80% dos artistas ali convidados. Porque? Hernan toca músicas de todos os artistas do Balance, nenhum outro nome grande faz isso. Sasha & John estão em outro momento, em um nicho diferente do progressivo, eles estão em outro front mais no underground. Hernan lidera, abraça a cena, ajuda a impulsionar e inspira talentos do mundo todo. Por ele tocar antes do Guy J (outro que lidera, mas sem apoiar tantos artistas) abriu uma janela para preparar um set especial, sem precisar ser ‘’banger’’ a todo momento. 

Um set que poderia ser uma compilação, um álbum, devido a concordância temática, onde ele vestiu sua velha armadura de cavaleiro das trevas e fez jogou no estilo que eu mais gosto: darkness, sorturno, cinemático! Algo que em muitas grandes pistas do mundo, não é possível fazer durante 3 horas, é preciso por sons mais explosivos, alegres ou com vocais mais acessíveis. Tocar antes de Guy fez ele pensar algo para ser marcante. 

Breaks até mais espaçados e faixas que você se arrepiava. Lembro de um casal de americanos, já acima dos 40 anos, eles estavam muito empolgados e em algum momento o rapaz me diz: ‘’já vi Hernan algumas vezes, mas nunca assim obscuro!’’. Eu só sorri e falei que ele estava voltando às raízes. Destaco o remix dos brasileiros Cipriani & Hans Gerd para ‘’Sonar’’ de Gero Pellizzon.

A moça estava vidrada e no final do set literalmente começa a chorar, eu fiquei olhando para ela e pensando; ‘’isso é muito especial’’. Ele encerra com um break beat para baixar a tensão e receber Guy J. Os dois trocam muitas palavras e sorrisos, rendendo uma das melhores fotos do festival. 

Guy assume com uma intro atmosférica de cinema espetacular durante seis minutos. Ele realmente queria toda atenção para si e conseguiu. Quando as batidas surgem, era para não parar mais até o final. Fiquei 20 minutos e fui ver James Zabiela, um dos grandes nomes dos anos 2000, apadrinhado pelo Sasha através de um remix para o Involver 2. Zabiela é um mestre técnico, um expert da mixagem, um DJ extra classe e vê-lo novamente era um desejo de muitos anos. Seu set tem house, tem techno, tem progressivo, tem indie, sendo impossível de classificar. Seu carisma contagiante elevou a pista Oliv para dançar com energia enquanto ficávamos só observado todo seu controle de efeitos. Destaque para a faixa ‘’Offenbach’’ do Krystal Klear. 

Depois de 1 hora fui ver os últimos 45 minutos de set de Petar Dundov, artista Croata, representando o país no festival e sem dúvidas um dos produtores mais originais da cena. Ainda bem que fui, a pista Beach não estava muito cheia, estava lá só quem realmente queria apreciar sua abordagem sonora singular, com camadas de sinths viajantes, obscuros e baixos bem densos, quase sem ritmo. Destaco quando ele tocou talvez seu maior clássico ‘’Reflections’’ Alan Fitpatrick (Petar Dundov remix). Mas a faixa mais incrível do seu set e talvez um dos melhores momentos do festival foi com ‘’Opus 1’’ dele mesmo. O vídeo abaixo fala por mim. 

Não era para bater o pé, e sim balançar de olhos fechados. Que imersão sonora aquela pista estava, que vibe incrível do lado do mar e a lua ao fundo. Uma conexão sublime que só em um lugar assim poderia se estabelecer, ele não é um artista para qualquer pista, seu estilo excêntrico e de maestria era admirado por Henry Saiz no back stage, fumando um charuto e curtindo um dos momentos mais épicos do festival. Às 05h Petar finalizar com muitos aplausos e certa comoção com o que tínhamos presenciado, ele realmente estava muito feliz. 

Corremos para pegar a última hora do set de Guy J, ao chegar na entrada da pista, olhei para todos em estado de êxtase total, em uma vibração caótica e intensa. É legal ver ele assumindo com entusiasmo o posto de frontman da cena progressive, angariando corações dos mais novos aos mais rodados. Ele entendeu que precisava fazer músicas de headliner, porém sem perder sua sutil leveza e melodias marcantes. Essa combinação te emociona ao mesmo tempo que de da um choque de pista. Ele levou a intensidade até o final, onde soltou uma de suas ID’s mais incríveis dos últimos tempos, o remix de The Acid – Accidents, que momento, que sensação marcante. Depois fechou com seu edit Reflekt Feat. Delline Bass – Need To Feel Loved (Adam K & Soha Vocal Mix). Sem mais comentários, apenas descansar para o último dia. 

Domingo

Terceiro e último dia, e não menos especial, eu estava ansioso por ver alguns heróis tocando juntos. O ritual de dormir, comer e banho de mar para energizar estava feito, porém desta vez cheguei perto das 20h, perdi alguns nomes, mas ganhei em descanso para aproveitar bem. 

Chegamos e fomos ver Tim Green, estava legal, mas minha cabeça estava no Danny Howells, um dos meus DJs favoritos, corremos para a Beach e era ali que iria ficar até o final. Danny estava tocando seu clássico deep tech, sexy, funky e progressivo som. Ele é um seletor sonoro único, capaz de achar sua marca em diversos estilos. Então, vê-lo é ver um conjunto de faixas que só fazem sentido por que ele escolheu e os colocou mixando magistralmente. Sua construção de set é cerebral, criando uma atmosfera e no final acelerando o ritmo e levantando a pista em uma energia linda. É o que eu chamo de confiar no processo.

Quivver assume a pista, esse era mais um dos pioneiros do progressive house que eu nunca tinha visto. Ele tem lançamentos desde os anos 90, atravessando gerações e sendo referência para outras. Seu som não se prende ao convencional, ele é um cara de mente aberta, indo do deep tech ao techno, passando por indie dance e breakbeat, onde aliás, o seu edit para Angie Stone – Wish I Didn’t Miss You, foi um dos momentos mais especiais do festival. Que vibe se criou na pista com aquele vocal e as batidas quebradas. Sem dúvidas vou guardar por anos e anos. 

 Em seguida Dave Seaman, mais um dos pais do progressive house assumiu o comando. Ele tem uma energia incrível, chama a pista para a festa, mixa incrivelmente e colocou um groove excelente na pista. 

Não adianta, esses caras, com 40 anos de pista, milhares de horas tocadas, sabem o que fazer nessa hora, sabem onde levar o público e fazer a festa acontecer literalmente. Que aula e ainda fecha o set com uma das minhas faixas da vida ‘’Dark Flowers’’ do Babicz com remix do Voorn. 

Lindo momento e passagem perfeita para um dos pioneiros que eu sempre quis riscar da lista: Antonny Pappa é um dos líderes da cena austriliana desde sempre. Ele assume na mesma pegada do Dave, porém colocando um som mais ‘’clubber’’. Suas mixagens eram de cair o queixo e seu controle de todas as funções que o setup oferece invejável. Ele transformou a beach em uma vibe de clube fechado, onde todos esqueceram que estavam do lado do mar. Foi um dos sets do festival sem dúvidas, controle de pista, momentos pesados e momentos explosivos, ninguém parava de dançar um segundo. 

As últimas 3 horas de evento ficarão marcadas por um b2b2b inédito e especial. Dave, Pappa e Quivver se alternando em que colocava a melhor track, eles estavam transbordando alegria e isso irradiava na pista. Amigos de décadas que ali, estavam igual crianças, relembrando o porque estão nessa a tanto tempo. Houve momentos marcantes como quando tocaram o novo lançamento de Ian O’donavan ‘’True North’’, porém destaco uma música que eu amo e finalmente ouvi na pista ‘’Haunted’’  do Sasha & Franky Wah. Ainda não tem como deixar de falar da clássica ‘’The Man With a Red Face’’, do Garnier, que fez todos se emocionarem, e ainda um encerramento com Everthing in its the right place da Banda Radiohead. 

O nome da música diz tudo. Isso já era 05h30 am, na Yard Patrice Baumel ainda tocava, não pude vê-lo, ele ainda é novo, teremos muito tempo para sua música, já esses caras, estão nos últimos anos, não dava para perder a chance, e não só por isso, é porque eles são extraclasse mesmo. 

Nota oficial pós evento posta no instagram do Balance:

‘’Quatro dias. Quatro noites. Uma família. Um som’’. 

No último fim de semana, o The Garden Resort se tornou o epicentro da comunidade global de progressive house, ao celebrarmos nosso 25º aniversário de gravadora com nosso primeiro festival. O que aconteceu foi mais do que um evento, foi uma celebração profundamente pessoal da música, dos artistas e da comunidade que nos define há um quarto de século. Desde nossa fundação em 1999, sempre defendemos a arte da discotecagem, destacando talentos inovadores, homenageando artistas consagrados e nos mantendo fiéis ao espírito underground da música progressiva. Há 25 anos, o Balance é construído por fãs, para fãs, unidos por um amor compartilhado por sons profundos, emocionantes e atemporais. A ideia de um festival foi um salto ousado: não apenas para comemorar um aniversário, mas para criar um encontro único na vida. O The Garden Resort abraçou nossa visão, recebendo a família Balance com hospitalidade de classe mundial e uma atmosfera perfeitamente adequada para quatro dias e noites de magia musical ininterrupta. Nosso elenco de DJs dos sonhos proporcionou momentos inesquecíveis — de sessões ao nascer do sol a viagens em horários de pico — cada set contando sua própria história e inspirando o próximo. Mas o cerne de tudo isso? Você. Fãs de todos os cantos do mundo trouxeram uma energia incomparável, enchendo as pistas de dança com sorrisos, abraços e lágrimas de alegria. Por quatro dias e noites, artista e público se moveram juntos como um só. Este foi o Balance em perfeita harmonia.

 2026… fique ligado.

Tracklist Deep Dish Pré-Party

Chicola – Mr Pong

Moderat – Eating Hooks (Remix ID)

‘’Broken Glass’’ – Booka Shade (Helshoot remix)

Deep Dish feat Malou – Dreaming 

Vanguard 22 · Zstimer

Deep Dish – Frashdance (Shai T remix)

Tracklist sexta-feira

Astra (Sasha’s Daydream Mix) – Miss

Petar Dundov – Nature of Nature (Jamie Steven’s Deeper Version)

Jamie Stevens – Stuck On a Feeling

Jamie Stevens – Dust (Hernan Cattaneo & Mercurio remix)

Nick Muir Feat. Craig Walker – Savin’ You (Jamie Stevens Edit) 

Intensification · Zstimer

James Holden – A Break In The Clouds (edit ID)

The Garden of Love (Night Mix) · Gux Jimenez · Kurt Caesar (NicK) 

John Creamer & Stephe K – Wish U were here (ID Remix)

Acidsad (Itay Dailes Remix) · Jori Hulkkonen · Itay Dailes Acidsad

Afraid (Jeremy Olander Remix) · Henry Saiz (Jeremy)

Nicolas Viana – Blaze (Original Mix) (Marsh) 

Gorje Hewek, ETNE – Children (Extended Mix) 

Londo Grammar – Hey Now (ID edit)

volen sentir, marsh & xira – diferente

Cornucópia – Remember Me

Marsh – Stay

Sasha, Marsh – Dead Synth

 John Digweed, Franky Wah – Tripchain (Franky)

Helmut Ebritsch – Fantasme (Nadja Lind Acid Remix) (S&D)

SKALA – Unheard Tremor 

Matthias Meyer – Home

John Creamer, FALFÁN, Lula – In My Hut (Wally Lopez Extended Mix)

Guy J – Worlds Apart

John Digweed Marc Romboy Nick Muir – Sigani Meomchun

Hotship – Flutes Sasha remix + edit vocal 2025

Underworld – Two Months Off (vocal edit sasha)

eagles & buterflies – murder was the bass

Anomaly [Calling Your Name] · BT · Jan Johnston

Tracklist sábado dia 2

Nicolas Rada – Riot (gmj&matter)

Mike Rish – GT (Kasper Koman)

Budakid – Promised

J. Lauda = Waves (Kebin Van Reeken Remix) (Ezequiel)

Seven Days and One Week (Henry Saiz Edit) · BBE

James Holden – A Break In The Clouds (Henry)

Volen Sentir & PROFF – Heidence (mantzur)

Hernan:


Back in Love (Steve Fokas Remix) · Ash Mellor · Steve Fokas 

Gero Pellizzon – Sonar (Cipriani & Hans Gerd Remix)

Lifeline (Hernan Cattaneo & Simply City Extended Remix) · J Lauda

Hernan Cattaneo & Mercurio – 2009

Northern Tide · Gowzer

Gothamania (Hernan Cattaneo X Mercurio Remix) · Cass (UK

Baunder & Cass – Anger Management (Baunder Dark Mix)

Sigani Meomchun – John Digweed & Marc Romboy & Nick Muir

The Chemicahl Brothers – Eve Of Destruction (Simon Edit)

ID – DCLVIII OFC – Revolution 

Bicep – Apricots (ID EDIT)

Sasha – Bring on the Night (Antrim edit)

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Bombo rosa – Rocinha (zaabiela)

Phunk Electric Feat. P.T. – Red Hot 

Deep Dish – Say Hello – EDIT ID

Krystal Klear – Offenbach

Hal 9000 · Mario Piu · Ricky Fobis · Lady Brian · Brusca (Petar) 

Petar Dundov – Opus 1

The Acid – Accidents (Guy j Remix)

Tracklist domingo

Tim Green – Minds

Pig&Dan & Ariel Eliaz – French Lesson (Danny)


Angie Stone – Wish I Didn’t Miss You (Quivver Remix) 

Quivver – Another Storm

Client 03 – Introspection Decimator (quivver)

Joseph Ray – Room 1.5 (Dave) 

Kate Bush – Running Up That Hill (edit)

Unfold – timelapse (dave)

Franky Wah – Riptide

Everything Is Recorded – Porcupine Tattoo (DJ Koze Remix)

Quivver & Dave Seaman – Cowbells of Nuneaton

Robert Babicz – Dark Flower (Joris Voorn Magnolia remix) (Dave close set)

Ezequiel Arias – Reanimation (Pappa)

Ian O’donavan True North (pappa)

Sasha & Franky Wah – Haunted (b2b2bb)

BICEP – APRICOTS (edit) b2b2b

The Man With the Face – Laurent Garnier (Mark Knight & Funkagenda Retouch)

Radihead Everything In Its Right Place (edit) b2bb2b

Por Jonas Fachi

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