O Greenvalley, eleito mais uma vez um dos 3 melhores clubes do mundo, anunciou na noite da última terça-feira, 07, o line up da temporada de verão que se inicia dia 29 de novembro com o aniversário de 18 anos e vai até 28 de fevereiro. Ao todo, são 10 datas e mais de 30 artistas, com as duas datas finais ainda a serem anunciadas.
Neste sábado, 11, James Hype e Wade comandam a última abertura antes da época mais importante do ano para o Greenvalley.
Convidamos Eduardo Philipps, sócio-fundador do clube, para falar sobre os próximos meses, a escolha dos artistas, adaptação do Greenvalley com as mudanças do mercado e muito mais. Confira o papo completo a seguir.
HOUSE MAG: O aniversário do Greenvalley pelo segundo ano tem Michael Bibi como headliner. Por que a decisão de convidá-lo novamente?
Eduardo: Michael Bibi criou uma conexão muito especial com o Greenvalley e com o público brasileiro. O retorno dele é quase uma celebração da vida, tanto pela história de superação pessoal que ele carrega, quanto pela energia única que ele transmite no palco. E isso tem tudo a ver com o Greenvalley, pois também tivemos nosso momento de superação durante a pandemia. No ano passado, o set dele marcou profundamente o público, foi um dos momentos mais intensos da temporada. Repetir essa experiência no nosso aniversário foi uma decisão natural, porém adicionamos um grande reforço no line, trazendo um elemento novo e inédito: o MAU P.
HOUSE MAG: Ano passado o formato do aniversário foi de sunset, agora vocês invertem, apostando na força do “Bom dia, Greenvalley”. O que motivou essa mudança?
Eduardo: O “Bom dia, Greenvalley” tem uma energia inigualável. É uma tradição que faz parte da essência do clube. Ver o nascer do sol cercado pela natureza, com a pista pulsando, é uma experiência que só o GV proporciona. Depois de um sunset tão especial no ano passado, quisemos trazer de volta o formato que talvez mais simboliza o espírito do Greenvalley: o amanhecer com música, emoção e conexão genuína entre público e artistas. É uma maneira de celebrar não só mais um ano do clube, mas a própria cultura que nos move há tanto tempo.
HOUSE MAG: O que chamou a atenção de vocês no Mau P, um dos fenômenos da nova geração, para fazer a estreia dele nessa data tão importante?
Eduardo: O Mau P representa muito do que a nova geração da música eletrônica tem de melhor, que é a autenticidade, o carisma e o feeling de pista. Ele conseguiu romper barreiras rapidamente, mas sem perder a essência. É um artista que conecta o underground com o mainstream de forma orgânica. Trazer ele pela primeira vez ao Greenvalley, justamente no aniversário, faz todo sentido. É uma estreia simbólica, marcando o encontro entre o que o GV tem de mais tradicional e o que há de mais atual na cena global.
HOUSE MAG: A geração brasileira também está muito bem representada com Bauhouse e Bruna Strait no line. Como estes dois artistas se conectam com o Greenvalley?
Eduardo: O Greenvalley sempre acreditou e apostou em talentos brasileiros. O Bauhouse tem uma trajetória muito sólida, é um artista que cresceu com a cena e tem uma leitura de pista que combina muito com o DNA do clube. Já a Bruna Strait traz uma energia nova, com personalidade e presença fortes, e representa essa nova onda de DJs e produtoras brasileiras que estão conquistando espaço com mérito e atitude. Eles simbolizam o equilíbrio que buscamos entre experiência e renovação, algo que está no coração da curadoria do Green Valley.
HOUSE MAG: Como o Greenvalley tem se adaptado às mudanças e novas tendências da cena brasileira?
Eduardo: O Greenvalley sempre foi pioneiro, não só em estrutura e produção, mas também em acompanhar o que o público busca. A cena eletrônica está mais diversa e dinâmica do que nunca, e isso exige escuta ativa, curadoria inteligente e muita sensibilidade. A gente tem investido cada vez mais em experiências completas, visuais, sensoriais e humanas. Também estamos abrindo espaço para diferentes sonoridades, novos formatos e artistas emergentes, sem perder a essência que faz o GV ser reconhecido no mundo inteiro. É sobre evoluir sem perder identidade.
HOUSE MAG: O verão está chegando e algumas datas já foram anunciadas pelo clube. Nos conte um pouco como foi a preparação e curadoria para a temporada 2025/2026!
Eduardo: A temporada 2025/2026 foi pensada para ser uma das mais fortes dos últimos anos. A equipe inteira está mergulhada nisso há meses, desde a curadoria, designers, experiência, estrutura, tudo. Buscamos um equilíbrio entre grandes nomes internacionais e talentos nacionais, sempre com foco em entregar algo novo para o público. O verão é o auge da energia do Greenvalley, trazendo turistas do mundo todo, line-ups poderosos e uma atmosfera de celebração constante. Cada data foi construída com muito cuidado para surpreender e emocionar. E ainda temos grandes surpresas que ainda serão anunciadas.
HOUSE MAG: Mais uma vez o Greenvalley figura entre os 3 principais clubes do mundo pela DJ Mag. O que este posto representa para você e como você enxerga a importância do clube na cena brasileira?
Eduardo: Estar entre os melhores clubes do mundo é um reconhecimento que enche a gente de orgulho, mas também de responsabilidade. É o resultado de muito trabalho, paixão e dedicação de uma equipe inteira que vive e respira o Greenvalley todos os dias. Para o Brasil, isso vai além do título, mostra que nossa cena é forte, respeitada e influente globalmente. O GV sempre foi uma vitrine do que o país tem de melhor em música eletrônica, e queremos seguir inspirando e projetando o Brasil no mapa mundial do entretenimento.
HOUSE MAG: A parceria entre a House Mag e o Greenvalley no Winter se mostrou mais uma vez sucesso. Quais são os planos para a edição de 2026?
Eduardo: A parceria com a House Mag é daquelas que acontecem de forma natural, com propósito e sintonia. O Winter 2025 superou todas as expectativas, e para 2026 queremos elevar ainda mais o nível da experiência. A ideia é continuar inovando, mantendo a autenticidade e a energia que fizeram dessa parceria um dos grandes sucessos do inverno eletrônico brasileiro.
Por Adriano Canestri
